terça-feira, 15 de agosto de 2017

O SER CONSCIENTE

QUEM CAMINHA EM  CONSCIÊNCIA CAMINHA EM LIBERDADE



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Falamos tanto sobre expansão de consciência, “ser consciente”, mas, afinal, o que isso realmente significa? Mais do que um “slogan”, bem além de seguir determinadas cartilhas, consciência tem a ver com significados, a capacidade de enxergar a si mesmo e de se vincular com a vida, conectar-se em simplicidade com gente aparentemente diferente, superar barreiras de condicionamento, ser humano.
Consciência é arejamento de mente, amplitude de olhar, disponibilidade interior, abertura para a vida que somos e está em toda parte. Tem a ver com desprendimento em relação a esteriótipos ou qualquer caminho que pareça absoluto; o ser consciente não se sente dono de nada por saber que faz parte de tudo, humilde, sincero, grato pelo simples fato de estar no dia chamado hoje experimentando esse mergulho no espaço/ tempo.
O ser consciente pode ser ajudado por ferramentas exteriores, mas sabe que são apenas ferramentas. Não se impressionará com ideias, discursos, religiões, “mestres iluminados” ou quem quer que se arrogue na condição de promover o que é absolutamente pessoal: consciência é um movimento interior, silencioso, jamais poderá ser mensurado por réguas inventadas por quem quer ter controle sobre almas.
Quem caminha em consciência, caminha em liberdade. Sabe que poderá tropeçar aqui ou ali, mas isso faz parte do processo. Não teme errar, não barganha com a vida, não se violenta fingindo ser ou crer em nada. Ser consciente tem a ver com simplicidade e o entendimento que a paz deve ser o árbitro de todas as escolhas, de cada passo no caminho.
Falo sobre consciência, na esperança que as palavras lhe toquem e seja o princípio de uma profunda revolução interior de significados. Você pode fazer isso? Fique bem !


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EXISTE TEMPO PARA TODAS AS COISAS

HÁ TEMPO PARA TODO O PROPÓSITO


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Como já foi dito em Eclesiastes, existe um tempo determinado para todas as coisas, há tempo para todo o propósito debaixo do céu, tempo semear e tempo para colher. Tempo para amar e esquecer. Para se revoltar e para perdoar e assim por diante. Sim, existem guerras dignas de serem lutadas com todas as nossas forças, com o máximo da nossa energia. Existem outras que nem deveriam ser chamadas de guerra.
O cerne de qualquer sabedoria é discernir entre o que pode ser mudado e o que não pode, é reconhecer o que tem valor real e merece a nossa coragem ou as nossas lágrimas de todo o resto que não passa de fogo de palha , capricho momentâneo.
Obviamente não existe liberdade irrestrita porque todos nós estamos sujeitos a uma série de limitações que podem ser divididas em dois grandes grupos: as sociais e as existenciais. Sim, as nossas próprias lacunas e teclas quebradas nos arrastam às vezes por caminhos que não queremos seguir, pelo menos de forma consciente.
Mas mesmo assim, vale muito a pena tentar construir uma existência cada vez mais autêntica. Vale a pena fazer regularmente uma triagem, selecionando o que deve ficar e o que deve ser reciclado ou jogado fora. Construir uma existência mais autêntica pode levar um bom tempo, pode ser algo realmente exaustivo, doloroso, que te deixará em muitas berlindas. Como a maioria da população é escrava dos próprios medos, dos próprios preconceitos, da própria imagem que deseja preservar, se incomoda com quem propõe passos novos.
Me parece que nada realmente importante e valioso seja fácil de se obter. Não tem muito jeito não: ou vamos nos esfacelando em briguinhas menores ou nos entregamos ao que realmente importa. Ou nos desgastamos com provocações de pessoas desocupadas ou investimos nosso tempo conquistando o respeito de quem merece o nosso respeito. Ou investimos em projetos pessoais, projetos de vida, ou vamos desperdiçando os nossos dias com aquilo que é importante para os outros. Ou vivemos de acordo com um script social ou corremos atrás de nós mesmos.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ACEITAR & COMPREENDER SÃO DOIS PROCESSOS DIFERENTES

ENTRE AS CARÊNCIAS DO INDIVÍDUO ESTÃO A ACEITAÇÃO E A COMPREENSÃO


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Entre as carências do indivíduo estão a aceitação e a compreensão. Ser e sentir-se amado é uma das maiores necessidades que o ser humano possui. Trata-se de uma necessidade cujo suprimento geralmente fica a cargo de outras pessoas (já que comumente, ao falar dessa necessidade, boa parte das pessoas não considera o auto amor) e como tal, envolve aceitação e compreensão alheia.
Aceitar e compreender são dois processos diferentes. É possível que alguém se sinta aceito sem que tenha sido compreendido, ou que se sinta compreendido sem no entanto ser aceito.
Vislumbrada essa falta de espírito de conciliação da aceitação com a compreensão, pensamos: qual das duas é preferível? Na incapacidade de alguém nos aceitar por completo ou nos entender perfeitamente, qual das duas virtudes nos pareceria mais importante?
Na eventual impossibilidade do auto amor ou o amor universal serem bastantes ao indivíduo, o amor ideal de que se desejaria ser destinatário seria aquele no qual o indivíduo se sente aceito e compreendido.
Contudo, ainda, na impossibilidade de não encontrar alguém que ame de forma a aceitar e compreender, ouso dizer que, caso fosse possível escolher entre um e outro, sentir-se aceito seria mais importante que sentir-se compreendido.
A compreensão envolve um nível de empatia maior do que a aceitação e talvez por essa razão seja mais difícil ser compreendido do que ser aceito. Compreender requer buscar saber o porquê, requer exame, análise, reflexão. Para compreender é preciso mergulhar no universo do outro.
É nesse ponto que reside a dificuldade de encontrar pessoas que realmente compreendam (enquanto, por outro lado, é um pouco mais fácil encontrar pessoas que aceitem) e que compreendam e aceitem ao mesmo tempo. É ele que justifica a possibilidade de existirem pessoas que aceitem sem compreender ou compreendam sem aceitar.
Ser compreendido está a um passo adiante de ser aceito, pois enquanto a aceitação envolve reconhecimento da sua condição humana, a compreensão consiste não só nesse reconhecimento de alguém como humano mas também no reconhecimento de todas as razões que o tornam tão humano quanto você.´
A busca pela aceitação e compreensão é complicada porque trata das mais grandiosas necessidades, desejos e aspirações: sentir-se valorizado, amado, admirado, digno de atenção e de amor, sentir-se efetivamente aceito e compreendido por outro ser humano. Deposita-se em outro ser humano a expectativa de que todas essas necessidades e desejos sejam preenchidos e realizados. É uma exigência demasiado pesada a ser feita para outro indivíduo que está nesse mundo na mesma condição de humanidade que você.
Ser aceito sem ser compreendido pode ser decepcionante, mas ser compreendido sem ser aceito é mais doloroso. Ao sentir-se compreendido mas não aceito, a sensação é de rejeição. Afinal, a partir do momento em que se sabe que o outro te compreendeu, isso significa que ele já “mergulhou” no seu universo... Mas, se ao fim desse “mergulho” não houve aceitação, isso significa que o indivíduo não gostou do que encontrou.
Desejar a aceitação é uma postura um pouco mais caridosa. E mesmo a aceitação, embora não seja tão completa quanto a compreensão, também não é tão fácil de se encontrar em um relacionamento amoroso (seja ele de qualquer espécie). Pode-se considerar, indubitavelmente, que ser e sentir-se aceito são por si só grandes dádivas, independente de quão longe esteja a possibilidade de ser e sentir-se também compreendido.
Isso seria dizer que a compreensão é uma etapa necessariamente posterior à aceitação?
A aceitação guarda em si a compreensão em estado potencial. A aceitação é uma esperança de compreensão. Quem te aceita está mais propenso a te entender um dia, pois ao aceitar estar ao seu lado terá chances mais frequentes de abrir-se para o seu universo até um dia conseguir compreendê-lo. Porém, não é impossível que o caminho inverso seja realizado: ser compreendido para depois ser aceito.
Mas sentir-se aceito antes de sentir-se compreendido é sentir-se mais amado do que no procedimento contrário, pois a aceitação é incondicional. Quem compreende sem aceitar pode discordar, mudar de ideia e consequentemente mudar de lado... Mas quem aceita é leal pois não depende da concordância de ideias para permanecer ao lado.
Quando um indivíduo é excluído, seja qual for o motivo da exclusão, lhe é negado o amor. Quem rejeita, rejeita por inteiro. 
Assim, no campo dos sentimentos, a aceitação é preferível à compreensão, pois cumpre melhor o objetivo de fazer o indivíduo sentir-se amado. 
Saibamos a diferença para que possamos cobrar de César aquilo que é justo e não esperar das pessoas mais do que o que elas podem dar.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

TUDO MUDA O TEMPO TODO

NADA É PERMANENTE A NÃO SER A MUDANÇA


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A vida é instável, e, portanto, deveríamos estar familiarizados com os finais de ciclos e os consequentes recomeços. Entretanto, ao contrário disto, grande parte dos seres humanos desenvolve uma enorme resistência a mudanças. O medo da morte, a maior de todas as transformações que necessariamente iremos enfrentar, está na raiz dessa resistência.
Tememos o desconhecido porque ele desafia a nossa força, nossa coragem e nossa capacidade de enfrentar o novo. E não importa se isto se dá no aspecto transcendental, ou nas mais banais situações cotidianas.
Buscamos a segurança e o conforto proporcionado pelo que já nos é conhecido e familiar. A questão é que enfrentar o término de qualquer situação e o consequente desapego que ele representa, é o que nos prepara, de algum modo, para o nosso próprio momento final.
Quanto maior for a nossa incapacidade de encarar os ciclos naturais da vida, os inúmeros reinícios que se apresentam seja no aspecto material ou emocional, menos crescimento iremos alcançar e por conseguinte mais e mais sofrimento experimentaremos no decorrer da vida.
A aceitação do novo sem resistência, é a maior prova de que começamos a desenvolver a sabedoria diante do inevitável ciclo de vida e morte. Transformações são parte indissociável da jornada existencial e nelas devemos enxergar, acima de tudo, um excelente meio de provar a nós mesmos o potencial que todos possuímos, para expressar o nosso divino poder de criar em qualquer circunstância.
O caso é que muito poucos sabem o que a vida é. Eles vivem, mas vivem em tal ignorância que, desse modo, nunca encontram sua própria vida, morrem sem encontrá-la.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ESGOTANDO A AMBIÇÃO

A AMBIÇÃO É INÚTIL

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Ambição significa contínuo esforço para ampliar seu ego, suas vaidades, para continuar inflando, para continuar tornando cada vez maior. 
A ambição é inútil. É macaquice, macaquice mesmo... Descobriu-se que entre os macacos há uma hierarquia. Existe sempre o chefe dos macacos – o presidente, o mais esperto, o mais perigoso, o mais destrutivo, violento; ele se torna o chefe, ele domina todos os outros. O macaco principal estará no mais alto galho, depois, abaixo dele, estarão os que esperam que ele morra, os que esperam que ele fique velho, de modo que possam pegar o poder, e assim por diante. E, na base, você encontrará os jovens macacos que estão aprendendo os meios de como chegar aos postos mais altos.
Você tem uma mente política. Mente ambiciosa significa mente política – sempre agarrando, cobiçando, juntando, querendo mais e mais, tentando sempre chegar ao topo. E não há nada depois do topo – você simplesmente parece um bobo, sentado lá. Mas não tendo mais para onde ir, você tem de parar. Pare!
O que você vai fazer mesmo que atinja o teto? Tente entender que os sonhos são basicamente uma fuga da gente mesmo. Você diz eu sou  feliz. Você não é. Esse negócio de perseguir sonhos é uma maneira de tentar fugir de si mesmo nos seus sonhos, na sua ambição. Tá certo que todas as culturas nos condicionam a ter um sentimento negativo a nosso próprio respeito, somos solicitados a provar se temos algum valor: ganhe medalhas de ouro nas competições esportivas, obtenha sucesso, dinheiro, poder, prestígio, respeitabilidade.
Prove o seu valor! 
Seu valor não faz parte de você – foi isso que lhe ensinaram. Seu valor tem de ser provado.
Daí resulta um grande conflito, um sentimento enraizado de que “não tenho valor do modo como sou – a não ser que se prove o contrário”.

Mas melhor abandonar essa ideia de uma vez pra sempre. O homem que é feliz é relaxado, ele vive num “deixar-ir”, vive em repouso. Ele desfruta de si mesmo! Ele não está interessado em tornar-se uma outra pessoa, não está interessado em estar em outro lugar. Seu presente está sendo desfrutado, cada um dos seus momentos, por que ele deveria se incomodar tanto com o futuro? Essa expectativa com o amanhã existe apenas para os que não estão conseguindo viver com gosto o presente, nem estão fazendo o que têm que fazer, por isso vivem de esperança – a vida deles é tão sem graça, que o único meio de tolerar é mantendo alguma esperança, esperando que amanhã às coisas sejam diferentes.
Ninguém pode te forçar a despertar, mas não continue se enganando de que você é feliz. Você não é.
E logo, logo, todos os seus sonhos simplesmente deixarão você esgotado, cansado, enfastiado, pois é muito difícil realizar sonhos. Mesmo com todas as bênçãos de todos os santos, eles não podem ser realizados – sonhos são intrinsecamente irrealizáveis. Assim, no final, somente frustração estará em suas mãos. E, se por acaso, apenas por puro acidente, coincidência, algum sonho for realizado, você ficará até mais frustrado do que se ele não fosse realizado, porque, uma vez que ele seja realizado, você verá a futilidade dele.
Somente se você ficar cheio de si, a sua vida terá algum significado, alguma verdade, alguma alegria, alguma celebração. A mente sempre vai de um extremo ao outro – ela nunca para no meio. Parar no meio seria o ideal, mas ela sempre se move de um extremo para o outro.
O pobre quer ser rico, o rico quer ser pobre. Continuamente as pessoas estão pedindo pelo oposto. O oposto parece ser atraente, porque ele é desconhecido pra você. 
 O que são os seus sonhos? Sonhos são coisas que você não experienciou, e você fica ansiando por elas e, lá no fundo, pensando que os outros estão desfrutando todas aquelas coisas. Ninguém está desfrutando nada no mundo –  mesmo que tenha bilhões de dólares, isso não fará nenhuma mudança dentro de você. Há somente algumas poucas raras pessoas – elas podem ser contadas nos dedos –  que estão desfrutando, mas elas não estão desfrutando alguma coisa. Elas estão desfrutando a existência.
Na vida real há somente um único milagre. E esse é o milagre do acordar e reencontrar um espaço de liberdade e serenidade em seu interior.
Mas se você está feliz com sua miséria, eu não vou mais te perturbar, absolutamente. É a sua vida. Você decide sobre ela.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

SENTIMENTO X PENSAMENTO

FALSAS NECESSIDADES


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O seu sentimento e o seu pensamento tornaram-se duas coisas diferentes e esta é a tal neurose básica. 
Aquele seu lado que pensa e aquele seu lado que sente tornaram-se dois e você identifica-se com a parte que pensa e não com a parte que sente. E sentir é mais real do que pensar; sentir é mais natural do que pensar. Você nasce com um coração que sente, mas o pensamento é cultivado, ele é dado a você pela sociedade. E o seu sentimento tornou-se algo na qual você tem que suprimir.
Mesmo quando você diz que sente, você somente pensa que sente. O sentimento tornou-se morto e isso aconteceu por certas razões.
Quando uma criança nasce, ela é um ser sensível: ela sente coisas. Ela não é ainda um ser que pensa. Ela é natural, exatamente igual a qualquer coisa natural na natureza – exatamente como uma árvore ou como um animal. Mas nós começamos a moldá-la, a cultivá-la.
Nenhum animal recebe os condicionamentos culturais como o homem. Ele tem que passar por um treinamento, um condicionamento. Não se permite a ele ser o que quer que ele realmente seja; ele tem que ser moldado segundo um padrão particular. Não é permitido a você ser você mesmo. A sociedade lhe impõe um padrão, um modelo. A cultura lhe dá um certo modelo e forma – o que sobra do seu ser é reprimido. 
A criança tem de reprimir seus sentimentos, porque sem reprimir seus sentimentos ela está sempre atormentada. Quando ela quer chorar, ela não pode chorar porque seus pais não aprovarão. Ela será condenada. Ela não será apreciada, não será amada. Ela não será aceita como ela é. Ela deve se comportar de acordo com uma determinada ideologia, determinados ideais. Somente então ela será amada. O amor não virá para ela como ela é. Ela somente pode ser amada se seguir certas regras. Essas regras são impostas; elas não são naturais.  O ser natural dá lugar a um ser suprimido e aquilo que não é natural, o irreal lhe é imposto.
Esse “irreal” é a sua mente e chega um momento em que a divisão é tão grande que já não se pode mais ultrapassá-la.
Você fica esquecido completamente do que a sua verdadeira natureza foi ou é. 
Você é um falso rosto; o semblante original se perdeu.
E você também receia sentir o original, pois o original pode não ser considerado o mais adequado, poderão se voltar contra você.  
Você, portanto, coloca-se contra a sua natureza real, isto cria uma situação muito neurótica.
Você não sabe o que quer; ignora quais são as suas necessidades reais e autênticas, pois somente um coração que sente pode dar a direção e o significado das suas necessidades reais.
Quando elas são suprimidas, você passa a criar necessidades simbólicas.
Por exemplo, você pode começar a comer cada vez mais, enchendo-se de alimento, e nunca sentir que está satisfeito, mas você tem necessidade de amor, não de comida.
A comida e o amor, entretanto, estão profundamente relacionados. Quando a necessidade de amor não é sentida, ou é suprimida, uma falsa necessidade de comida é criada.
Você pode continuar comendo; posto que a necessidade é falsa, ela jamais poderá ser preenchida. E vivemos entregues a falsas necessidades.
Por isso não há realizações.


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A VERDADE SIMPLESMENTE É, DA MESMA FORMA QUE O AMOR SIMPLESMENTE É

A VERDADE É AQUILO QUE TAMBÉM PODEMOS CHAMAR DE DEUS


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Quando a gente se impede de ser quem somos, passamos a atuar, fingimos ser, para conseguir alcançar o que seria o "ideal". Acontece que agindo assim, muito do que você sente como espontaneidade ou liberdade é mentira – é tudo um teatro - e os sintomas dessa atuação costumam se manifestar de forma a esconder a dor de não se lembrar de quem é. Dessa forma, o corpo passa a se desequilibrar.
A mentira é uma prisão que esconde o medo: você não quer falar o que sente, sentir algumas coisas e não dar conta das reações que isso provoca. Mas fazendo dessa forma, você está perdendo uma grande chance, que é a chance de dar um passo adiante, de evoluir. Lembre-se que a vida neste planeta é como uma bolha de sabão e que quando menos se espera, o jogo termina. Por outro lado, eu sei que para poder lidar com o seu medo e as reações provocadas por ele, se faz necessário ter uma estrutura, e até alcançar essa condição você seguirá acreditando que não pode ser honesto consigo mesmo e consequentemente, com os outros. Mas será que isso é mesmo verdadeiro?
Quando falo de Verdade, falo de uma Verdade que sempre existiu. Ela está aqui agora e sempre existirá. Ela esteve presente no início, está presente neste instante e estará presente no fim, embora ela mesma não tenha começo e nem final. A Verdade simplesmente é, da mesma forma que o amor simplesmente é. Assim como você não pode aprender a amar – pode apenas remover o ódio para o amor se revelar – o mesmo se dá com relação à Verdade – o que você pode fazer é remover a mentira para Ela aparecer.
Se não remover a mentira e estiver atento vai perceber que preso nessa rota de fuga estará apenas andando em círculos, sem desenvolver sua consciência.
Existe uma lei que determina que todas as construções que não têm lastros na Verdade precisarão cair. Isso porque a Verdade é a Essência; é aquilo que podemos chamar também de Deus.
Acontece que para encarar essa verdade é preciso ter disposição, o que significa abraçar a verdade e lidar com suas consequências. Se conseguir ser honesto a ponto de admitir suas dificuldades para você mesmo, estará dando um passo em direção à transformação. 
Muitas vezes, você fica preso nesse circuito porque acredita na ilusão de que, dessa forma, estará protegido. Com base nessa mentira, você constrói uma zona de conforto e acredita estar livre de qualquer conflito. Mas, ao mesmo tempo em que existe um conforto, existe também um incômodo, e esse incômodo é quem vai, muitas vezes, prejudicar a sua saúde . Em outras palavras, para viver na mentira você abre mão de muitas coisas, entre elas a sua liberdade e integridade. Entenda que as mesmas paredes que te protegem são as paredes que te aprisionam, e esse é o preço que você paga por essa falsa segurança de ser quem não é.