quarta-feira, 13 de setembro de 2017

MEDO DE SE AUTOCONHECER

É DIFÍCIL SE MOVIMENTAR NO MUNDO INTERIOR


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As pessoas têm medo do autoconhecimento, quando, por algum motivo, sugiro que alguém mergulhe nessa busca de si mesmo, as respostas são sempre as mesmas: “estou resolvendo isso sozinha”, “não preciso disso”, “eu sei o que é melhor para mim”, “não tenho dinheiro”, “não consigo contar minha vida para um estranho”, “não quero mexer nas minhas feridas”, “minha terapia é a academia”, “minha terapia é a corrida”, “minha terapia é a cerveja”, “já estou falando com você”, “eu sei o que eu preciso fazer”, “por enquanto estou bem assim”, etc. Hoje entendo que há diversos processos terapêuticos e de autoconhecimento que não dependem necessariamente de um psicólogo ou de um terceiro. E também que há um tempo para cada um conseguir se olhar.
Esse medo é porque é difícil olhar para si, é difícil entrar em contato com seus sentimentos, é difícil assumir a responsabilidade pelo o que está acontecendo na sua vida, é difícil mudar e é muito difícil estarmos vulneráveis. Mas entendo que mais difícil ainda é continuar caindo nas mesmas armadilhas.
As pessoas têm tanto medo de fracassar que, devido a este medo, elas nunca arriscam fazer tentativas.  As pessoas têm tanto medo de fracassar que nunca tentam qualquer coisa nova. Quem sabe? Se elas fracassarem, o que poderá ocorrer?
E, naturalmente, para se movimentar no mundo interior você terá que fracassar muitas vezes, porque você nunca se movimentou ali antes. Toda a sua habilidade e eficiência têm sido em movimentos externos, em extroversão. Você não sabe como se movimentar internamente. As pessoas escutam as palavras ‘movimente-se internamente, vá para dentro’, mas isso não faz muito sentido para elas. Tudo o que elas sabem é como ir para fora, é como ir para o outro. Elas não conhecem qualquer caminho de volta para si mesmas. Por causa dos seus velhos hábitos, é muito provável que você fracasse muitas vezes. Mas não perca as esperanças!
Não se compare com quem quer que seja, porque cada um viveu de uma maneira diferente em suas vidas.  Por exemplo, um poeta pode ter mais facilidade em ir para dentro que um cientista; seus treinamentos são diferentes. Todo o treinamento científico é para ser objetivo, para se preocupar com o objeto, para observar o objeto, para esquecer a subjetividade, ao contrario do poeta. Um poeta tem uma habilidade totalmente diferente, ele fica envolvido.
Assim, tudo depende de suas habilidades, de sua mente, de seu condicionamento, de sua educação, da religião na qual você foi criado, dos livros que tem lido, das pessoas com as quais tem vivido, da vibração que criou dentro de si mesmo. 
A caminhada é árdua, com muitos abismos e sem destino. Mas é apenas o preço de evoluir. E não há nada mais gratificante do que isso.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

SEPARAR-SE DOS PAIS

SEPARAR-SE DOS PAIS É MUITO IMPORTANTE PARA O CRESCIMENTO E A MATURIDADE


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Algumas pessoas nunca se tornam totalmente independentes dos pais. A maturidade é um processo que, exige escolhas, como a definição de um rumo na vida, por exemplo, para poder escolher uma profissão ou uma paixão, para encontrar um companheiro de vida, para construir uma família. É por isso que os adolescentes deixam suas casas, precisam sair dela para criar algo próprio, novo, construir sua identidade.
Tudo bem quando eles querem e são capazes de fazer isso. O pior é quando vemos adultos que ainda não conseguiram "cortar o cordão umbilical", nem depois da morte dos pais, continuam presos nesse processo, dando voltas e voltas, sem saber seguir adiante para dar início a uma vida independente.
Essas pessoas se queixam da falta de desenvolvimento e autonomia de pensamento, da falta de sentimento e ação, da incapacidade para enfrentar desafios e aproveitar todos os seus potenciais, do sofrimento, das dificuldades de se encontrarem no mundo, da dificuldade em estabelecer relações duradouras.
A separação proporciona a possibilidade de abandonar a casa da família, não só fisicamente, mas também emocionalmente. É a capacidade de existir como pessoa, de ter vida mental própria, de ter opiniões próprias, sentimentos, desejos, sonhos próprios. Significa viver por conta, em liberdade e com o sentimento de responsabilidade. É a capacidade de reformular a relação com os pais, para que se possam desenvolver algumas normas de apoio mútuo.
Alguns nunca vão sair de casa. Há quem faça fisicamente, mas, emocionalmente, segue no diálogo com os pais. As razões são variadas. Mas, geralmente, referem-se à interferência dos pais e à maneira como esta relação foi construída. 
Estes distúrbios dos laços familiares, assim como a incapacidade de se despedir do passado e construir uma nova relação com os pais podem dar lugar a diferentes atitudes. 
Algumas pessoas podem viver com um sentimento de idealização: “como foi boa a sua infância e seus pais… sempre ali”. Negam as situações reais que aconteceram e a diversidade de sentimentos vividos com os pais, especialmente aqueles considerados negativos, como a raiva, a tristeza.
Estes são, geralmente, os filhos criados na lealdade aos pais, sem direito a fazer objeções nem mostrar insatisfação. Eles têm medo de magoar os pais.
Há também pessoas que parecem independentes, mas, na realidade, depois de deixar os pais não são capazes de se relacionar com ninguém. Elas mantêm a aparência de autossuficiência. Mas, dentro delas, sofrem muito, têm medo da intimidade.
Existem pessoas que vivem com um sentimento de injustiça, queixando-se de forma indireta ou manifesta. Elas sentem que não conseguiram certas coisas de seus pais ou do mundo. 
Às vezes, a raiva de um dos pais que ofendeu o filho é tão grande que a inércia na vida é adotada como uma forma de represália ou vingança. Esta pessoa não consegue entender que ela, agindo desta maneira, está destruindo a própria vida, não a dos pais.
O processo de separar-se dos pais é um desafio difícil, mais muito importante para o crescimento e a maturidade. É necessário abandonar as pretensões e os juízos para entender que nossos pais foram de um jeito e não de outro.
E não se trata de suavizar nem apagar as injustiças vividas. A ideia é equilibrar a maneira de percebê-los e reconhecer que eles são humanos e nos deram o que era possível para eles. Trata-se de sermos conscientes de que podemos ter sentimentos diferentes dos deles, tanto os sentimentos bons, quanto os maus.
É preciso chorar e abandonar o que era problemático e devastador para que isso não continue nos envenenando. Há que se dar conta de que, mesmo que nem tudo possa ser restaurado e consertado, ficam espaços que podem ser abordados e entendidos.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

OLHE AO REDOR

VOCÊ PERTENCE À PRÓPRIA EXISTÊNCIA


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Parece absurdo, ilógico, mas deseje apenas o que está dentro de você. Desejamos, basicamente, aquilo que não está em nós. Desejar significa querer alguma coisa que não está em nós. Se já estivesse em nós, qual seria então a necessidade de desejar?
Nós nunca nos desejamos tal como somos. Sempre desejamos alguma coisa mais. Ninguém deseja a si mesmo; não há necessidade. Você já é isso; não está faltando nada. Você deseja aquilo que está faltando.
Então melhor que a gente deseje apenas o que está dentro da gente, por muitas razões. Em primeiro lugar, se você desejar o que não está dentro de você, poderá até obter, mas essa coisa fora que você tanto deseja, nunca será sua. Não pode ser. Na verdade, você nunca poderá ser o senhor de alguma coisa que está fora; vai se tornar apenas um escravo dessa coisa. O possuidor é sempre possuído por suas posses. Quanto maior a quantidade de coisas possuídas, maior a escravidão criada.
Você é possuído por suas posses e deseja ser o senhor. A frustração se inicia porque toda a sua esperança foi frustrada. Você chega a um ponto no qual as coisas que desejava estão presentes, tudo o que você desejou aconteceu, mas você se tornou o escravo. Agora, o reino parece ter se tornado uma prisão, e tudo o que você possui, ou pensa possuir, não é realmente possuído, pois lhe pode ser tomado a qualquer momento. Mesmo se ninguém tomar, a morte certamente  tomará.
Na terminologia religiosa, aquilo que pode ser tomado pela morte não lhe pertence. A morte é o critério. Há apenas um critério para julgar se você realmente possui alguma coisa. Julgue levando em consideração a morte, e veja se você ainda possuirá aquela coisa após a morte. Se a morte tomar de você, você nunca  possuiu. Era apenas uma ilusão.
Há alguma coisa que a morte não pode lhe tirar? Se não houver nada, então a religião é inútil, sem sentido. Mas, caso contrário, há algo que a morte não pode tomar, e esse algo já possuímos. 
Esse algo é o nosso próprio ser, nossa existência.  Ninguém pode tomar da gente; nem mesmo a morte pode destruir. 
Por que o homem nem se toca disso? Isso é uma necessidade. Para sobreviver, precisamos prestar atenção ao mundo exterior. Para sobreviver, existir, permanecer vivo, você precisa continuar prestar atenção às coisas. O corpo sempre se encontra em estado de emergência, porque a morte pode ocorrer a qualquer momento. Você precisa estar ininterruptamente atendo e consciente acerca dessa luta contra a morte; portanto, toda a sua atenção se move para o exterior. Não sobra nenhuma energia para se mover para dentro. Trata-se de uma necessidade de sobrevivência. Por esse motivo, continuamos a esquecer que existe dentro de nós um centro imortal, um centro eterno, um centro de plenitude absoluta.
A dor atrai a atenção; o sofrimento atrai a atenção. Se você está com dor de cabeça, sua atenção se dirige para a cabeça; você se torna consciente de que possui uma cabeça. Se não há dor, você se esquece de sua cabeça. Torna-se sem cabeça - como se você não tivesse cabeça.
O corpo é sentido apenas quando está doente. Se seu corpo está absolutamente saudável, você nem sente o próprio corpo. Você fica leve. Na verdade, você se torna sem corpo. Esse é um bom critério da autêntica saúde: o corpo não é absolutamente sentido. Sempre que o corpo é sentido, significa que há alguma doença, algum distúrbio. Sua atenção é reclamada.
Há tantos problemas oriundos do exterior que sua atenção está constantemente ocupada com ele. 
Por isso parece uma coisa impossível acessar seu eu mais profundo.
Por quê? Veja, a Lua não é tão difícil de se alcançar, embora esteja tão distante; mas o seu eu mais profundo é mais impossível de se alcançar, embora esteja exatamente dentro de você. Mas por que então é tão difícil alcançar? Porque está dentro de você, justamente por isso. Você sabe apenas alcançar o que está fora. Suas mãos podem alcançar o que está fora, seus olhos podem ver o que está fora. Seus sentidos abrem-se para o exterior; você não possui sentidos que possam te ajudar a olhar para dentro. Sua mente se move para fora; não pode se mover para dentro.
A mente é basicamente um movimento para fora. Você pode observar isso muito facilmente. Sempre que você pensa, está pensando em algo que está fora de você. Seja qual for o seu pensamento, ele é sempre a respeito de algo que está fora.
O mundo não pode entrar lá dentro de você. Ele só pode cultivar a periferia, só pode atingir você na sua superfície. Apenas a sua superfície pode ser espírita, apenas a sua superfície pode ser cristã ou hindu. “Você” não é; você não pode ser. Somente sua superfície pertence à Índia, ou ao Paquistão, ou à América. Você não pode pertencer a nenhuma nação, a nenhuma raça. Você pertence à própria existência. 
Toda a sua periferia significa “você”. Mas esse “você” desaparecerá quando você começar a ir para dentro. Então, surgirá um momento em que você será, autenticamente, cada vez mais você mesmo. 
Olhe ao redor - todas as coisas são acessíveis. Pode ser que você não as tenha conseguido, mas elas são acessíveis. Se você fizer o esforço necessário, poderá ter. Potencialmente, elas são acessíveis.
Alexandre construiu um grande império. Pode ser que você não tenha construído um, mas o que Alexandre pôde fazer, você também pode. Não é impossível; não é inacessível. Pode ser que você não tenha acumulado tanta riqueza quanto um bilionário, mas o que o bilionário pôde fazer, você também pode. Isso é humano; está ao alcance da sua capacidade. Você pode fracassar, pode não ser capaz de obter essa riqueza, mas ela é alcançável. Seu fracasso é o seu próprio fracasso; potencialmente você poderia ter sido um sucesso; portanto, um objeto não pode ser considerado inacessível, mas nós sim.
Quanto a desejar o que está dentro de nós, na verdade, não se trata de alcançar algo dentro de nós. Nós já estamos aqui, somos a nossa própria natureza. Você não pode alcançar; pode apenas descobrir. Não pode chegar até ela; pode apenas reconhecer.
Sobre existir, de fato, não é possível inventar; já está aí. Não é para ser adquirida; já está aí. Você precisa apenas lhe dar a sua atenção. Precisa focar sua consciência nisso e, subitamente, aquilo que nunca foi perdido é encontrado.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SOBRE TER TEMPO

FAÇA UM “RESET” DA SUA AGENDA MENTAL


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Tantas coisas são inventadas, tantas facilidades surgem para melhorar a qualidade da vida moderna e, cada vez mais, as queixas de falta de tempo são mais corriqueiras e, muitas vezes, inadmissíveis. Certamente, muitos de nós já ouvimos a frase “Olhe, desculpe, estou meio sem tempo…” , muitas vezes usada para sairmos do caminho de alguém… Esta falsa polidez é empregada como desculpa para declinar encontros, compromissos ou até um pequeno papo de corredor, um mínimo contato pessoal muitas vezes. Neste caso, a realidade é que o tempo é usado como desculpa para não interagir e, assim, é melhor não analisar se a pessoa que dirigiu esta frase a você tem ou não tempo de fato e como esta pessoa gerencia seu tempo. Encaremos a realidade, ela não quer interagir com você, mesmo que não custe nada a ela e isto é muito comum. Deixemos estes casos de lado.
Pensando em quem de fato tenta ter tempo, mas só consegue ver mais e mais coisas por fazer, o melhor é pensar que não há nada para fazer, e deixar o que se deve fazer para o pouco tempo que temos. O tempo precisa ser criado, precisa ser destinado a cada atividade e nunca se deve esperar que APAREÇA tempo para determinadas coisas da vida. Assim, para aqueles que têm uma enorme dificuldade em gerenciar sua vida pessoal e seu tempo, o primeiro passo é “zerar”, fazer um “reset” da sua agenda mental para poder pensar que não existem coisas a fazer. Depois de “zerar” tudo, fica mais simples pensar nas prioridades profissionais e pessoais e tentar balancear melhor as coisas, pois sua rotina de prioridades mentais estará mais organizada, seu nível de ansiedade diminuirá muito e tudo fluirá muito melhor em todos os âmbitos de sua vida. O ser humano é um todo - não só trabalho, não só descanso, não só atendendo os outros.
O segredo dos dias é balancear o que queremos ocupar na nossa vida profissional e pessoal e o que os outros querem de nós. O único momento que temos de verdadeiramente real é o AGORA e precisamos rentabilizar um tempo que é finito. Se lembrarmos que o tempo acaba, damos mais valor à vida e ao que acontece paralelamente à rotina. Vivemos em um tempo em que todos têm algum projeto que engole tudo que está ao redor, somos todos auto-empreendedores de nossos papéis no mundo, rápidos como locomotivas e sempre com ocupações urgentes, ainda que imaginárias. A fim de nos justificarmos perante nós mesmos, justificando nossa ausência no mundo, damos ares de uma agitação febril, de uma empresa que trabalha a todo vapor e que prospera, sendo inadmissível parar para qualquer tipo de reflexão. E nunca somos culpados de nada... É o chefe, é filho, é a esposa, é a família, é um problema qualquer mas nunca nós.
Portanto, se você é uma dessas pessoas que está sempre correndo e nunca encontra tempo para conversas não esperadas com parentes, amigos ou compromissos com você mesmo, se você está sempre em falta com todo mundo e sempre deixa coisas importantes para trás. É melhor reavaliar o que pensa sobre ter tempo…

terça-feira, 5 de setembro de 2017

HÁ PESSOAS QUE AMAM E HÁ PESSOAS SEM AMOR

O AMOR É UM ESTADO DO SEU SER



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O relacionamento é uma estrutura, mas o amor não é um fenômeno estruturado, o amor é uma coisa não-estuturada. Assim, no amor você se relaciona, certamente, mas nunca se torna um relacionamento. O amor é um negócio de momento a momento, pense nisso.  O amor é um estado do seu ser, não um relacionamento. Há pessoas que amam e há pessoas sem amor. Pessoas sem amor fingem estar amando através de relacionamentos. Para amar as pessoas, não é preciso ter qualquer relação – o amor é suficiente. 
Seja uma pessoa amorosa, sem ter um relacionamento de amor – porque os relacionamentos acontecem um dia e desaparecem em outro. São flores, na parte da manhã elas florescem, de noite, já se foram. 
Você é uma pessoa amorosa, Mas as pessoas acham que é muito difícil ser uma pessoa amorosa, assim querem criar um relacionamento – "Agora eu sou uma pessoa amorosa, porque estou em um relacionamento" e seguem se enganando dessa forma porque isso pode ser apenas um relacionamento monopolizado, com exclusividade, com possessividade, com algum interesse emocional ou não. 
O relacionamento pode ser apenas o resultado do medo, pode não ter nada a ver com amor. O relacionamento pode ser apenas um tipo de segurança – financeira ou de qualquer outra coisa.  O relacionamento é um substituto. Fique alerta! O relacionamento destrói o amor, destrói a própria possibilidade de seu nascimento.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

DAR VOLTAS

O MUNDO AINDA TEM MUITA VOLTA PRA DAR


Imagem_o mundo dá voltas e eu aplaudo cada uma delas.jpg

José Saramago foi muito sábio quando disse a seguinte frase “Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: dar voltas”. 
É simples. Sou fã porque é lindo de se ver que entre uma curva e outra sempre tem algo que se perde ou se acha, nessa trajetória maluca da vida também tem aquela linha reta sem fim definido e que ela não precisa ser do jeito que você tinha traçado lá no início pra ser plena.
Mas se tem uma coisa que eu sou incrivelmente fã é das voltas que fecham ciclos. Só quem já percorreu um longo caminho e teve a sensação de dever cumprido durante todo ele sabe do que eu estou falando. O troféu é entregue na hora que, despretensiosamente, a gente olha para trás, se depara com aquela sensação boa que é rir daquilo que nos fez chorar, percebendo o quão bom foi o tempo e o amadurecimento, fieis escudeiros para a evolução de qualquer ser humano.
Também existem aquelas voltas que deixam os ciclos abertos. Essas eu assumo que não brilham tanto os meus olhos. Mas ciclos abertos também têm seu lado positivo. Eles deixam uma frestinha aberta e nos mostram aquelas situações que ficaram lá atrás, exatamente no lugarzinho onde elas deveriam estar hoje. Eu chamo isso de superação.
A vida nos surpreende tanto e eu tenho gostado é disso, de observar cada detalhe e notar que naquela curvinha direita das voltas mirabolantes deste mundo existem surpresas do acaso que acontecem quando menos esperamos. E de perceber também que o destino está sempre pronto para surpreender, mesmo quando nós não estamos preparados para sermos surpreendidos.
Sou fã mesmo das voltas que o mundo dá, porque foi em uma delas que eu vi que não dá pra disfarçar, a vida pede urgência. E é uma delícia ver o quanto ela consegue nos surpreender com a forma linda que as coisas tendem a se encaixar. O mundo ainda tem muita volta para dar e ainda haverá muita coisa boa pra viver enquanto vida eu tiver.



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

VIVA A VIDA COM AS MÃOS ABERTAS

TODO CÉU ESTÁ DISPONÍVEL, NÃO SE CONTENTE COM MENOS

A vida está além do seu controle.
Você pode desfrutar, mas não pode controlar. Você pode viver mas não pode controlar a vida.
Normalmente dizemos que respiramos, mas acho que é a vida que respira por nós.
Mas continuamos a nos considerar agentes, e isso cria o problema. Quando você fica controlado, excessivamente controlado, não permite que a vida lhe aconteça. Você impõe demasiadas condições, e a vida não pode satisfazer nenhuma.
A vida lhe acontece somente quando você a aceita incondicionalmente e está disposto a dar-lhe as boas-vindas, não importa a forma que ela tome.
Mas uma pessoa muito controlada está sempre querendo que a vida chegue até uma certa forma, está sempre pedindo que ela satisfaça certas condições – e a vida não se importa; ela simplesmente não leva em conta pessoas como essa.
Quanto mais cedo você quebrar o confinamento do controle, melhor, porque todo controle é da mente. E você é maior do que a mente.
Uma pequena parte está tentando dominar, tentando dar ordens. A vida segue em frente, você é deixado para trás e fica frustrado.
A lógica da mente é tal que diz: “Olhe, você não controlou bem e por isso perdeu; controle mais.”
A verdade é justamente o oposto: as pessoas perdem coisas devido ao exagerado controle.
Deixe a vida fluir e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance.
Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle.
Viva a vida com as mãos abertas.
Todo o céu está disponível; não se contente com menos.



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