quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

BOM JARDINEIRO

DENTRO DE CADA UM DE NÓS EXISTE UM JARDIM QUE PRECISAMOS CUIDAR



Quando não sabemos lidar com o nosso sofrimento, deixamos que ele se derrame sobre as pessoas que estão em volta. Quando você sofre, faz com que as pessoas ao seu redor também sofram. Isso é bastante natural. É por esse motivo que temos que aprender a lidar com o nosso sofrimento, para não o espalharmos em torno de nós. Quando você é o chefe da família, por exemplo, você sabe que o bem-estar dos seus familiares é extremamente importante. Como você tem compaixão, não permite que seu sofrimento afete os que estão à sua volta. Você pratica e aprende a lidar com seu sofrimento porque sabe que nem ele nem sua felicidade são uma questão individual.
Quando você está com raiva e não quer lidar com ela, fica sem defesa, sofre, e também faz as pessoas à sua volta sofrerem. Sua primeira reação é achar que a pessoa que causou a raiva merece ser punida. Tem vontade de castigá-la porque ela fez você sofrer. Mas, depois de praticar um olhar consciente, você compreende que ela precisa de ajuda e não de punição. Esta é uma percepção justa. Essa pessoa pode ser alguém muito próximo a você sua esposa, seu marido, algum dos filhos. Se você não ajudá-la, quem o fará?
Depois então de acolher e abraçar a raiva, sentindo-se muito melhor, você nota que a outra pessoa continua a sofrer. Esta percepção gera em você um movimento em direção a ela, num grande desejo de ajudá-la. Trata-se de uma forma completamente diferente de pensar e de sentir, pois o desejo de punir simplesmente desapareceu. A raiva se transformou em compaixão.
A prática da plena consciência nos torna mais atentos e perspicazes. Esta capacidade de discernimento é fruto da prática que pode nos ajudar a perdoar e a amar. Livrar você da raiva, enchendo seu ser de amor.
Quando você entende o sofrimento da outra pessoa, você é capaz de transformar seu desejo de punir, passando apenas a querer ajudá-la. Você é um bom jardineiro.
Dentro de cada um de nós existe um jardim, e cada um precisa voltar para dentro de si mesmo e cuidar dele. Talvez no passado você tenha se dado conta disso. Agora, então, precisa saber o que está acontecendo no seu jardim e procurar colocar tudo em ordem. Restaure a beleza e restabeleça a harmonia do seu jardim. Muitas pessoas se encantarão com seu jardim se ele for bem cuidado.
Quando éramos crianças, aprendemos a respirar, a andar, sentar, comer e falar. Fizemos tudo isso instintivamente sem pensar. O que eu proponho agora é que tomemos consciência dos nossos atos para renascermos espiritualmente, para honrar nosso compromisso original. Dizer a nossa verdade, com respeito e suavidade, e acolher a do outro. A lealdade provocará respeito e confiança na outra pessoa. E Isso significa que, quando cuidamos bem de nós mesmos, estamos cuidando bem da pessoa que amamos. O amor por nós mesmos é a base da nossa capacidade de amar o outro. Se não cuidamos bem de nós mesmos, se não estamos felizes e tranquilos, não podemos fazer a felicidade de mais ninguém. Não podemos ajudar nossos seres queridos, não podemos amá-los. Nossa capacidade de amar uma outra pessoa depende totalmente da nossa capacidade de amar e cuidar bem de nós mesmos.
Nossos ferimentos podem ter sido causados pelo nosso pai ou nossa mãe. Eles repassaram o que sofreram quando crianças. Como não sabiam a forma de curar as feridas da infância, eles as transmitiram para nós. Se não soubermos como transformar e curar nossos próprios ferimentos, vamos transmiti-los para nossos filhos e netos. É por isso que temos que voltar à criança ferida que existe dentro de nós para ajudá-la a ficar curada.
Às vezes, essa criança precisa de toda a nossa atenção. Ela pode emergir das profundezas da nossa consciência pedindo atenção. Se você estiver consciente, ouvirá a voz dela pedindo ajuda. Quando isso acontece, é hora de desligar-se de tudo em torno e voltar-se para dentro, acolhendo e abraçando carinhosamente a criança ferida dentro de você. Você  pode escrever uma carta para ela dizendo que reconhece sua presença e fará tudo que estiver ao seu alcance para curar seus ferimentos.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

HISTÓRIAS SOBRE "MIM"... QUAIS HISTÓRIAS VOCÊ ESTÁ CONTANDO SOBRE QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

A VERDADE SOBRE QUEM VOCÊ É, NÃO É UMA HISTÓRIA


"Você se conta histórias?
São histórias sobre o que você tem ou não tem, sobre o que você precisa ou não precisa?
São histórias sobre a sua liberdade, seu aprisionamento, suas carências, sua generosidade, suas mágoas, suas alegrias?
São histórias sobre quem você é, sobre o que é alguma outra pessoa?
São histórias sobre o que precisa mudar, sobre o que precisa permanecer como é, ou sobre o que está certo ou errado?
Será que você está disposto a parar de contar sua história pessoal?
Está disposto a contar a verdade sobre se você está mesmo disposto ou não?
Seja lá o que for que você se conte, por mais horrível ou grandioso, não passa de uma história.
Como história, como uma destilação da experiência, poderá ser a verdade relativa, mas não é a verdade final.
Histórias aparecem, mudam e desaparecem.
Quer a sua história trate de quanto você é bom ou mau, mesmo assim ela aparece e desaparece.
A verdade final nada tem a ver com emoções, bioquímica ou mudanças de circunstâncias. Ela é imutável e incondicional.
Você pode parar de contar a sua história em menos de um instante.
Pare de contar a sua história agora mesmo!
Não depois, quando a história melhorar ou piorar, mas agorinha mesmo.
Quando você pára de contar a sua história agora mesmo, você pára de adiar a constatação da verdade que está além da história.
Todo esforço, toda dificuldade e todo sofrimento contínuo estão em resistência ao "parar".
Essa resistência nutre-se da esperança de que a história vá lhe dar o que você tanto almeja, a esperança de que, se você puder consertar a história e fazer as mudanças necessárias, você obterá o que quer.
Quando você parar de contar a história sobre mim, sobre ele, ela, eles, sobre nós, poderá conhecer em menos de um segundo as verdadeiras profundezas do que significa ser o que você é.
Então, qualquer história que apareça ou desapareça não atingirá quem você é.
Quando você sonha à noite, o seu sonho tem um início, um meio e um fim. Parece real naquele momento, mas, quando se acorda, você sabe que era evidentemente um sonho.
Da mesma forma, você pode acordar do sonho da sua vida.
Pode acordar antes de terminar a história sobre você, já que todas as histórias por fim terminam.
Acordar dentro da história é o que se chama de “sonho lúcido” ou “sonho vívido”.
A energia e a emoção geradas pela história dão origem a infinitas variações de frustração, deleite, dor ou prazer, todas a orbitar em torno desta prática da história sobre “mim”.
Contar a sua história pessoal é a religião primária da maioria das pessoas no planeta.
A história pessoal localiza-se num corpo, numa tribo, numa nação, numa religião, em “nós”.
É por isso que o planeta está em guerra constante e você está em guerra constante consigo mesmo.
Se puder reconhecer qual é a sua história, então a história será consciente e não mais inconsciente.
Você poderá ver qual é a história, e poderá decidir parar de segui-la como se ela fosse realidade.
A possibilidade é reconhecermos que todas as nossas histórias, por mais complexas e estratificadas que sejam, por mais profundamente implantadas em nossa estrutura genética, são apenas histórias.
A verdade sobre quem você é não é uma história.
A vastidão e a proximidade desta verdade precede a todas as histórias.
Quando você ignora a verdade sobre quem você é por fidelidade a alguma história, você perde uma oportunidade preciosa de auto-reconhecimento.
Como um meio de expor a sua própria história particular, você pode se perguntar honesta e diretamente: Qual é a minha história?
Expor a história não tem o propósito de livrar-se dela ou segui-la.
O propósito é ver quais histórias você está contando sobre quem você pensa que é ou quem você acha que deveria ser.
Quaisquer que sejam as suas respostas, será que você consegue considerar a possibilidade de que tudo é apenas uma história?
Não está certa, não está errada, não é real.
Experimente a possibilidade da irrealidade dela.
Deixe a sua consciência cair de volta naquele espaço onde não há história, onde não há pensamento.
Se surgir um pensamento, veja que ele está simplesmente passando.
Não é certo nem errado.
É apenas um pensamento, que nada tem a ver com a verdade essencial sobre quem você é.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ALEGRIA ESPIRITUAL

MERGULHE EM SEU INTERIOR


Observem nesse momento os desejos que passam pela sua mente...
O desejo por prazeres materiais tem um papel essencial na busca espiritual, porque seu fracasso, seu profundo fracasso, é o primeiro passo em direção à busca da alegria espiritual.
Se não pudermos encontrar felicidade no material, só então começaremos a procurar por ela em paz.
Se não pudermos encontrar por fora, só então começaremos a procurar por ela dentro.
Se a felicidade não puder ser obtida através de coisas materiais, só então pode ser que comecemos a procurar por ela no espiritual.
Mas essa segunda busca só começa quando a primeira falha.
Na verdade, a menos que a jornada que leva ao inferno se mostre completamente fútil, nenhuma jornada em direção ao céu pode começar.
Até que se torne completamente claro que a estrada na qual uma pessoa está seguindo leva ao inferno, não fica claro qual é o caminho para o céu.
As alegrias materiais funcionam como sinais de alerta falho no caminho da felicidade espiritual.
Cada vez mais procuramos a felicidade por meio de prazeres, e cada vez mais falhamos.
Cada vez mais desejamos algo, e sempre fracassamos ao obter porque mesmo quando consiguimos continuamos, de alguma forma, nessa busca externa porque nunca é suficiente.
Cada vez mais nós aspiramos e cada vez mais falhamos.
Nossas histórias podem ser diferentes, nossas montanhas podem ser diferentes, nossas pedras podem ser diferentes, mas fazemos sempre as mesmas coisas.
A mente humana é muito estranha... Ela sempre se consola.
“Parece que alguma coisa estranha deu errado desta vez, da próxima vez tudo dará certo”. É como jogar fichas, jogamos mais fichas naquela aposta, novas fichas e mais e mais sem nunca parar.
E assim continuamos a desejar e buscar essa tal felicidade do lado de fora...
Apenas quando a procura pela felicidade material levar uma pessoa a passar por muitas frustrações, quando ela cansa, é que a busca espiritual começa.
Só então é que se percebe que quanto mais procuramos pela felicidade no mundo exterior, mais difícil se torna alcançar. Mergulhe em seu interior...


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

PORQUE TANTA GENTE SE SENTE TRISTE NO NATAL?

MÊS DE DEZEMBRO, É CHEGADA A ÉPOCA MAIS FELIZ DO ANO MAS A TRISTEZA PESA EM MUITOS



Por que tanta gente sente tristeza em relação ao Natal, quando toda a mensagem é alegrar-se e ser feliz?
A mensagem de Cristo é alegrar-se e ser feliz. Mas essa não é a mensagem do cristianismo. A mensagem do cristianismo é: seja triste, com cara de poucos amigos, olhar de coitado; quanto mais coitado você parecer, mais  consolo virá e também mais santo vai parecer.
Às vezes eu realmente fico sensibilizado pelo pobre Jesus. Ele caiu na companhia errada, e eu me pergunto como ele está lidando no paraíso com todos esses santos cristãos, tão tristes, tão aborrecidos.
Ele não era um homem aborrecido, ele não era um homem triste — ele não podia ser. Ele era iluminado. Ele era alegre nas pequenas coisas da vida. Ele se alegrava ao comer, ao beber, ao fazer amigos. Ele amava o companheirismo, ele amava toda a vida.
Mas os cristãos ao longo dos séculos pintaram Jesus sendo muito triste. Eles o pintaram sempre na cruz, como se por 33 anos ele sempre estivesse na cruz. E no meu entender um homem como Jesus não morre triste, mesmo na cruz. 
Embora a mensagem do Natal seja alegrar-se e ser feliz, ainda existe uma tristeza porque, apesar de já ter melhorado, muito da cultura cristã ensina você a ficar triste... Muito , mas muito  triste!


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

SOBRE A 'CONSCIÊNCIA'

CONSCIENTE DE MUITAS COISAS, MAS ESQUECIDO DE SI MESMO! CONSCIÊNCIA É PRESENÇA CONSTANTE


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É preciso entender o que significa ‘consciência’.
Você está andando na rua. Está consciente de muitas coisas – das lojas, das pessoas, do tráfego, de tudo. Está ciente de muitas coisas, menos de uma – de você mesmo! Você está passeando, consciente de muitas coisas, mas esquecido de si mesmo! 
Não importa o que esteja fazendo, nunca deixe de fazer outra coisa interiormente: ficar consciente do que está fazendo. Você está comendo, está caminhando, está falando ou ouvindo, fique consciente de si mesmo. Quando estiver com raiva, fique consciente de que está com raiva. Essa lembrança constante de si mesmo cria uma energia  dentro de você!
Na maior parte do tempo, você é apenas um saco vazio, uma combinação ao acaso de muitas coisas. Uma multidão, em constante mudança, mas sem ninguém que a comande. A consciência é o que faz de você o comandante do navio, não quero dizer que possua o comando, mas que seja a presença, uma presença contínua. Sempre que estiver fazendo alguma coisa, ou não estiver fazendo nada, de uma coisa tem que estar consciente: que você é!
O simples sentimento de si mesmo ( de ser ), e de que este si mesmo é (real), cria um centro – um centro de calma, um centro de comando interior. Trata-se de um poder interior. (...)
Se começar a ficar consciente, você começará a sentir uma energia nova em você. E, devido a esse poder, a essa energia, aquilo que dominava você se dissipa. Não tem mais que lutar contra nada!
Você tem que lutar contra a raiva, contra a ganância, porque você é fraco. Portanto, na verdade, a ganância, a raiva, não são o problema, a fraqueza é o problema. Quando começar a ficar forte interiormente, com um sentimento de presença interior – de que você é – nasce um ‘eu’. Mesmo sem ter um ‘eu’ – você continua acreditando que você é um ‘eu’, que na verdade é o ego. O ego é uma noção falsa de algo que ainda não existe. ‘Eu’ significa que existe um centro, mas esse centro só é criado por quem está continuamente alerta, consciente. (...) 
Às vezes, nos sentimos centrados, quando somos obrigados a ficar conscientes. Se surgir uma situação de grande perigo, começamos a sentir um centro lá dentro, pois temos consciência de que há perigo. Se alguém o ameaça, não dá para ficar inconsciente, não dá para correr ao passado ou ao futuro, esse momento é tudo que há. Nesse instante, você não somente fica consciente da ameaça, como também de si mesmo. Nesse momento sutil, você começa a perceber que há um centro em você. É por isso que os jogos perigosos atraem as pessoas. Você está dirigindo um carro e começa a aumentar cada vez mais a velocidade, a coisa começa a ficar perigosa. Você não pode pensar, não pode imaginar, o presente se torna sólido.
Nesse instante de perigo, quando a qualquer momento algo pode acontecer, fica-se repentinamente consciente de um centro dentro de si mesmo. O perigo fascina simplesmente porque, quando há perigo, você pode ficar centrado. (...) Quando a morte está próxima, a vida fica intensa e você fica centrado. Mas, se for apenas circunstancial esse centro desaparece logo que a situação terminar.
Por isso tem que ser mais interior, não fruto do momento. Tente ficar consciente diante das coisas mais comuns. Quando estiver sentado, por exemplo, tenha consciência do ato de sentar-se. Não só da cadeira, não só do ambiente em que está, da atmosfera que o cerca; mas do fato de estar sentado. 
Quanto mais inconsciente estiver, mais distante de si mesmo. Quanto mais consciente, mais perto de si mesmo. Se a consciência for total, você estará no centro. 


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CRESCENDO EM AMOR

O AMOR É; ENTÃO, O AMOR FLUI.

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Eu não chamo um homem de religioso apenas por acreditar em Deus. Eu chamo de religioso o homem que está crescendo em seu amor, em sua confiança – e vai espalhando isso vida afora.
O homem se torna maduro no momento em que começa a amar, em vez de precisar: ele começa a transbordar, a compartilhar; ele começa a dar. A ênfase é totalmente diferente. Com o primeiro, a ênfase está em como conseguir mais. Com o segundo, a ênfase está em como dar, como dar mais, e como dar em continuidade. Isso é o crescimento, é a maturidade chegando até você. 
Como pode uma necessidade ser amor? Amor é um luxo. É abundância. É ter tanta vida que você não sabe o que fazer com ela; então você compartilha. É ter tantas canções em seu coração, que você tem que cantar bem alto – se alguém ouve ou não, não é relevante. Se ninguém ouvir, você também terá que cantar, você terá que expressar tudo isso. 
O outro pode receber, o outro pode deixar escapar – mas no que diz respeito a você, o amor está fluindo, está transbordando. Os rios não correm por sua causa, eles estão fluindo esteja você lá ou não. Eles não fluem pela sua sede,  eles estão simplesmente fluindo. Você pode matar sua sede, você pode não aproveitar – depende de você.
Uma pessoa madura pode estar sozinha. E quando uma pessoa madura dá amor, ela se sente grata por você ter aceito seu amor, e não vice-versa. Ela não espera que você seja grato por isso – não, de jeito nenhum, ela não precisa nem mesmo do seu agradecimento. Ela só agradece por você ter aceito o seu amor. 
Duas pessoas maduras no amor, ajudam uma a outra a se tornarem mais livres. Não há nenhuma política envolvida, nenhuma diplomacia, nenhum esforço para dominar. Como você pode dominar pessoas que você ama? 
Quando passar a conhecer quem você é, então um amor surge em você. Então isso se espalha e você pode partilhar com os outros. Como você pode dar uma coisa que você não tem? Para dar, o primeiro requisito básico é que você tenha. 
Quando isso acontecer você esquecerá todos os seus relacionamentos de dependência e você começará a trabalhar em si própria: clareando, limpando se tornando  mais alerta, consciente; você começara a trabalhar dessa maneira. E quanto mais você se sentir assim  mais você descobrirá que o amor está crescendo junto – é uma conseqüência. 
Ele não precisa ser reconhecido: ele não precisa nenhum reconhecimento, não precisa de nenhum certificado, não precisa de ninguém para experimentar. O reconhecimento do outro é acidental, não essencial, para o amor; o amor continuará fluindo, porque no próprio fluir você se sente tremendamente alegre. 
Você está sentado num quarto vazio e sua energia enche o quarto vazio com seu amor; ninguém está lá – as paredes não dirão “obrigado”. Mas isso não importa, absolutamente. Sua energia está sendo liberada, como acontece com as crianças pequenas que corre, roda e pula sem quê, nem pra quê ...  
O amor é; então, o amor flui.


terça-feira, 28 de novembro de 2017

USE A MENTE, MAS NÃO SE TORNE A MENTE

USE A MENTE COMO VOCÊ USA OUTRAS MÁQUINAS


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Use a mente, mas não se torne a mente; use como você usa outras máquinas. A mente é uma bela máquina e, se você puder usá-la, ela o servirá; se você não puder usá-la, ela começará a usar você e se tornará destrutiva, perigosa e fatalmente o levará a algum problema, a alguma calamidade, a algum sofrimento e infelicidade, porque uma máquina é algo cego, não tem olhos, não tem discernimento.
A mente não pode perceber, mas apenas insistir em repetir o que foi programada nela. Ela é como um computador; primeiro você precisa programar. Sua pretensa educação é isto: uma contínua programação da mente. Ela se torna um grande armazém de memórias; assim, sempre que você precisa se lembrar de algo, ela pode lhe fornecer a informação. Mas você deveria permanecer como o mestre, a fim de poder usá-la; caso contrário, ela começa a direcionar você.
Não seja direcionado pelo seu carro; seja como o motorista. Você precisa decidir a direção, decidir o objetivo, decidir qual será a velocidade, quando começar a andar e quando parar. Quando você perde o controle o carro assume o comando e começa a ir por si mesmo, você se arruína.
(...) Devemos ser capazes de usar a mente tanto objetiva quanto subjetivamente. Ser capaz de se mover dentro de si tão facilmente quanto capaz de se mover fora de si; podendo levar o carro para frente ou para trás (...) assim dá pra ser mais flexível, tornando a vida mais rica.
Melhor permanecer sempre como um observador na colina — uma testemunha do corpo e da mente, uma testemunha do exterior e do interior, de tal modo que possa transcender ambos, o exterior e o interior, e possa saber 
que você não é nenhum deles — você está além de ambos.