terça-feira, 5 de julho de 2016

ACEITAR UMA PESSOA...

ACEITAR UMA PESSOA É NÃO OFERECER OBSTÁCULO ENTRE VOCÊ E ELA



Eu te pergunto: Até que ponto devemos colocar condições para gostar de uma pessoa ou ficar com ela?
Fazemos uma grande confusão nesse assunto.
Aceitação = ser conivente = humilhação (feito de bobo).
Aceitar uma pessoa é não oferecer obstáculos entre você ela. É um exercício de olhar a pessoa na sua pureza essencial, assim como olhamos um bebê.
Porque nossa capacidade de aceitação com um recém-nascido é incondicional? Já pensou nisso?
Imagine a cena: você vai visitar um amigo com um filho que acabou de nascer. Ao olhar a criança você diz: não gostei de você, tá muito folgado nessa fralda aí!
Cena bizarra!
As pessoas adultas, assim como os bebês são o que são. A diferença é que vemos o bebê como uma tela em branco desprovida de vontade própria e por isso esperamos deles quase nada. Podemos fantasiar tudo e ter aquela sensação de que aquela criança será o que quiser ser, pura liberdade.
Com os adultos mudamos a postura, nos decepcionamos com os caminhos que tomaram. Fantasiamos que deveriam ter feito ou sido isso ou aquilo, restringimos em nosso olhar a capacidade de vê-lo diferente.
Nosso olhar se acostuma com cada gesto. “Sei muito bem o que quer dizer essa cara!”.
Sabe nada! Você acha que sabe, deduz tudo de maneira ilusória. Na verdade, você não quer que os outros mudem, talvez isso te dê segurança e uma sensação de previsibilidade confortável.
Se uma pessoa mudasse a todo momento você diria que ela é maldosa, falsa ou esquizofrênica. Aquele olhar desprendido e incondicional que temos ao olhar uma criança se perde com o passar dos anos.
Você adora ver segundas intenções em tudo! Segundas intenções ou SUAS intenções?
Quando você coloca barreiras sobre os outros está construindo obstáculos em seu próprio olhar. Delimita o que pode ver ou não em sua própria personalidade. E ainda chama isso de moralidade.
Quando você aceita os outros em sua condição essencial também está aberto para si mesmo. Quando aceita a si como é abre caminho, quando não aceita, fecha.
A pergunta é, você quer seu caminho em direção aos outros livre ou bloqueado?


segunda-feira, 4 de julho de 2016

RESSACA EMOCIONAL

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA! ...


É muito comum quando as pessoas terminam um relacionamento, depois de um tempo bater uma ressaca emocional.
"Será que eu deveria ter terminado?"
Isso é muito comum quando saem de uma relação e entram em algum rolo ou namoro.
Começam a fazer comparações e repensar tudo o que aconteceu antes.
Lembra de bons momentos, valoriza as virtudes da ex, repensa seus defeitos, se penaliza pelas ações impensadas, releva as mágoas e supera os desentendimentos.
Parece que de um momento para o outro aquela história que parecia ter matado a pessoa há um tempo atrás, começa a sorrir para ela novamente.
“Eu era feliz e não sabia!”, “aposto que hoje seria diferente”, “como seria se eu voltasse?
Parece que a mente meio perturbada precisa encontrar um refúgio em memórias agradáveis.
Na verdade, sente saudade de si mesmo e daquela sensação de frescor, beleza e sonho, quer voltar a se sentir cumplice de alguém e também deseja um ambiente emocional seguro.
Exatamente tudo aquilo que era asfixiante volta a ser refrescante.
A maior ilusão que se cria nessa hora é personalizar essas lembranças com a ex.
Não foi a ex que causou aquilo, mas o espaço que criaram entre vocês. Esse espaço pode ser criado com outras pessoas.
“Mas ela era tão especial e única!”
Todos são, mas você está habituado com aquela pessoa, assegurado naquela experiência e com medo de arriscar algo novo.
O fato de uma nova história não estar sendo mais agradável não torna a ex melhor.
Se o novo emprego é uma droga isso não torna o trabalho anterior mais produtivo, ambos podem ser ruins e ponto final.
Portanto, antes que você caia na armadilha de idealizar o passado, assim como faz com sua infância lembre-se que você não quer mais usar fraldas ainda que o colo da mamãe seja uma lembrança confortável.
Deixe a sensação da ex se desfazer vagarosamente, a menos que esteja disposto a algum milagre especial.
Pense bem, antes de correr o risco de tomar uma decisão por precipitação, carência ou desespero de lidar com a solidão.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

O PROBLEMA SEMPRE É O OUTRO

É FÁCIL APONTAR O DEDO PARA O PRÓXIMO. DIFÍCIL É APONTAR PARA NÓS MESMOS

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Não é o relacionamento que não dá certo no dia a dia. As pessoas envolvidas são confusas e perdidas, depositando no "relacionamento" os erros que são só delas. Colocamos um namoro ou casamento ou qualquer que chamemos a relação como algo além de nós, quase que como uma aura mística que nos abençoa porque escolhemos estar juntos. E tercerizamos, com essa glamourização do que é estar juntos em uma relação amorosa, nossas responsabilidades. Não sou eu que sinto ciúmes, mas a relação que faz com que eu fique assim. Eu não sou uma pessoa nervosa ou controladora, mas no namoro ele ou ela me deve satisfação.  A gente precisa que o outro seja especial com a gente. As pessoas querem ser tratadas com carinho, mas são tão severas com as falhas alheias.
Amor é logística e cada um lida com isso de um jeito diferente. Não tem nada mais complexo nesse mundo do que se encaixar em um relacionamento. São muitas variáveis e vai depender de como as pessoas enfrentam as imprevisibilidades da vida no recorte de tempo em que estão juntas.
Em algum momento, por mais azeitada que a coisa esteja, alguma coisa entre os dois vai pesar e eles terão de encarar isso, dar mais espaço, se anular por um instante. .
A brincadeira tá em sacar as falhas e observar, se a gente souber ganhar e perder, se entendermos o ridículo das nossas posturas diante das falhas, a pequenez do nosso desapontamento diante da expectativa exacerbada do outro, aí fica tudo mais claro e simples. Simples até demais.
A gente consegue fazer isso. Mantemos relações leves com a família, com pessoas no trabalho, na nossa vida pessoal com amigos e amigas, com estranhos na rua. Se eles não querem ir em algum lugar, não nos rasga o coração. Se eles ficam mais ausentes em determinadas situações, não ficamos com a alma gelada. Rimos, entendemos, damos espaço e auxílio, seguimos com nossas atividades e costuramos tudo em uma relação de parceria. Mas, estranhamente, no relacionamento isso parece ser bem difícil, porque ela tem que milagrosamente se sustentar.
"Pô, é amor, cara ?!".
Maior balela que já inventaram. 
Veja, a vida não é como nos filmes. Essa é uma questão muito real! As pessoas não percebem, mas elas esperam que anos em uma relação seja um looping eterno de 30 minutos de cenas felizes de um filme de romance. Toda vez que surge algo que não tava previsto porque "não é como nos filmes" entra todo um processo de decepção consigo mesmo, de descontar a culpa nos outros, no mundo...

quinta-feira, 30 de junho de 2016

SOBRE NOSSOS DILEMAS

A DOR FUNDAMENTAL DE EXISTIR


Ao longo da vida enfrentamos situações difíceis, dilemas que nos colocam diante de confrontos quase impossíveis de resolver usando uma lógica simplista a respeito do que é certo e errado. Certas condições humanas podem ser certas e erradas simultaneamente e não existe uma resposta óbvia ou um caminho fácil.
A maioria das pessoas evita lidar com esses momentos à todo custo, pensando que ao evitar o que está debaixo dos pano faz com que elas simplesmente desapareçam. Deixar uma pessoa que um dia já amamos, desistir de um trabalho lucrativo, mas moralmente penoso, permitir que um filho lide com um momento difícil sozinho, enfrentar uma doença crônica ou fatal sem autopiedade, enfim, são muitas escolhas duras pela vida.
Ao contrário do pensamento comum ignorar um fato não o torna menos doloroso ou amargo, falsamente o remedia e de forma geral coloca fermento na questão. Problemas humanos não desaparecem sem ação, eles crescem, mofam, se incrementam, criam garras e quando notamos ele ficou ainda mais impregnado em nós. O efeito colateral de evitar uma dor, uma perda ou um destino difícil, é que sem perceber, nos desfiguramos e moldamos para ajeitar aquela dor que tenta ser evitada.
Inconscientemente vamos criando uma casca de proteção para conviver com o espinho cravado no peito. Para proteger essa dor de mais dor criamos outros problemas, nos afastamos dos outros, recusamos possibilidades concretas de saída e até magoamos quem quer ajudar. Uma camada de dor vai se sobrepondo a outra, até que em dado momento da vida já não lembramos mais quem fomos originalmente. Aquela criança  sem maldade com o passar dos anos, para se proteger de algum conflito moral antigo, acaba endurecendo, perdendo a confiança nas pessoas e agindo como se todos tivessem que pagar pelo mal secreto que carrega consigo.
Os resultados desse tipo de endurecimento podem ser vistos por todos os lados, é só procurar, repare. Pessoas incapazes de se relacionar intimamente com outras por que se fecharam numa mágoa quase irrevogável seja pelo pai que se ausentou ou a mãe que disse coisas terríveis. Quantas mães também carregam seus bloqueios e não conseguem se conectar com seus filhos por culpas secretas ou por lembrarem do namoradinho desaparecido que deixou um filho na rota de fuga.
Existem ainda os que fazem escolhas morais irreversíveis e, depois de cruzarem a linha do que consideravam certo ou legítimo, acabam agindo compulsivamente na mesma direção fúnebre, como quem compactua com à própria culpa e assume perpetuamente o papel de ovelha negra. Intimamente a pessoa não se sente merecedora de nenhum amor por ter prejudicado alguém.
Quanto sofrimento causamos e ainda vamos causar por conta dessa inconsciência interior, criando outros ciclos de culpa, tentativa de expiação e problemas sobrepostos?
Ao ouvir as pessoas relatarem os seus dilemas impossíveis, no fundo o que buscam é um tipo de cura para o que não tem cura. No fundo gostariam de apagar o fato de que seus desejos as levam para lugares prejudiciais e que na maioria das vezes, mesmo sabendo que caminham em direção ao precipício, não querem deter os próprios passos. Para alcançar o “prêmio” guardado machucam à si mesmas, crédulas que podem salvar seus corações da dor fundamental de existir.
O que ignoram é que mesmo obtendo o emprego dos sonhos, o amor de suas vidas, o dinheiro milionário ou todo conhecimento do mundo, ainda assim lidarão com escolhas difíceis. Não é possível seguir numa direção sem sacrificar algo no meio do caminho. O que desejam silenciar com buscas insaciáveis é que ao escolher uma rota a outra é dispensada e que não conseguimos incluir todos os nossos pertences prediletos.
Uma vez que o tempo passa os dilemas parecem se tornarem mais complexos e sem trégua. A velhice se aproxima, a morte ronda com mais força e as dores emocionais se tornam físicas. A ampulheta revela que não somos invencíveis. Descobrimos que mesmo com todos os esforços (e tentamos freneticamente) aquilo tudo no que apostamos com todas as forças terá um fim. Até mesmo o consolo espiritual que muitos buscam não cicatriza com facilidade o fato de que a vida como a conhecemos em algum momento deixa de existir.
O que resta então, parece ser esse sentimento inconveniente de finitude em que todos estamos no mesmo barco tentando nos distrair, criando mimos e pequenas aventuras e problemas. Tudo isso dá uma certa graça, mas ainda parece insuficiente.
Em algum momento diante das perguntas essenciais (e ignoradas) da vida o que nos conforta é que podemos contar uns com os outros. Nesses tropeços emocionais é onde trombamos no amor daqueles que nos resgatam o que há de melhor.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

COMO A MUDANÇA SE PROCESSA EM NÓS

PARA MUDAR É PRECISO ESTAR CONSCIENTE DE SEUS PORQUÊS



Não é confortável mudar, para uns parece ser mais difícil que para outros, cada caso é um caso, contudo para todos é proveitoso conhecer como a mudança se processa para pode ter alguma chance de sucesso na empreitada.
Vamos direto ao assunto, primeiramente aceitamos a ideia da mudança que desejamos no nível mental. Racionalmente concluímos que é a atitude certa a tomar.
Esse período de “digestão mental varia para cada pessoa e algumas, porque a mudança não acontece, param por aí mesmo.
A mudança não acontece nesta fase porque ela não depende de raciocínio mental, não depende da razão. Por isso algumas técnicas utilizadas, como a PNL (programação neurolinguistica), tem resultados incompletos ou reversíveis.
Se você persistir em seu intento começa o segundo período ou fase – a “digestão emocional. Você começa a sentir alguns efeitos benéficos de suas tímidas mudanças ou alterações de comportamentos e atitudes e isso já o deixa feliz ou ao menos satisfeito.
Se parar por aí, está ferrado. Após algum tempo volta tudo à estaca zero.
Para a mudança se tornar definitiva você deverá entrar no terceiro período – a mudança de valores.
Aí é que “a porca torce o rabo” pois esta é a parte mais difícil, pois valores pessoais levam algum tempo para serem construídos e incorporados ao sistema de cada um, por isso eu disse que para você se manter firme no propósito da transformação  é preciso estar bem consciente de si, do que aquela mudança de visão acrescenta e representa na sua vida, do porquê da necessidade de mudar, enfim, é preciso estar bem à pá das necessidades que só você, aí dentro, sabe que tem. Só assim uma mudança pode, efetivamente, se processar em mim e em você. 


terça-feira, 28 de junho de 2016

POR QUE A "ZONA DE CONFORTO" É TÃO CONFORTÁVEL? # QUERO MUDAR!

PARA MUDAR É NECESSARIO ENTENDER OS BENEFÍCIOS DA "ZONA DE CONFORTO"



"Quero mudar, mas não consigo!"...
Esta é uma das frases mais ouvida em consultório de psicologia, ou então "Como é difícil mudar!!!!"....
Isso acontece primeiramente porque quase nunca entendemos, de cara, quando alguém nos diz: "Você deveria mudar!"
Onde estamos errados o suficientemente para saber que tem algo de diferente ali que atrapalha o outro ou a nós mesmos?
Segundo, que uma vez detectado o problema, não sabemos bem o que fazer para conseguir essa transformação de "dentro pra fora", quando o inverso é tão mais fácil, o do "fora pra dentro" porque já vem mastigado pela sociedade, pela vivência dos anos e dia-a-dia.
Terceiro, que se essa mudança tiver a ver com juízo de valores, acabou-se o mundo!
Como, mas, COMO transformar conceituações que nos arrebatam desde a tenra idade, quando chegamos na idade adulta?
E nem falo aqui de dogmas religiosos porque, aí, teria que abrir outro post! 
Realmente o ser humano está sempre almejando mudanças, mas paradoxalmente não gosta de mudanças.
Por quê? Porque a mudança pode ser vista como combate ao tédio, mas ao mesmo tempo significa o desconhecido. O terrível monstro de sete cabeças! 
Todos nós gostamos de viver dentro do que é chamado “zona de conforto”. Ah, e como é difícil sair dela! Ela é pegajosa nos retém e prende.
Na zona de conforto podemos estar num mau emprego, mas pelo menos estamos empregados (ufa, que alívio) ...
Podemos estar numa relação a dois conflituosa ou aborrecida, mas pelo menos não estamos sozinhos ...
Podemos sentir muita vontade de ter amigos, mas pelo menos não precisamos ter de ser simpáticos ou agradáveis quando não estamos com vontade (isto é o que achamos que é preciso para ter amigos) ...
Podemos odiar os quilos extras do nosso corpo, mas pelo menos não precisamos ir ao fundo da questão que é descobrir por que estamos gordos (o que realmente nos falta ou deixa infelizes) ...
Podemos nos sentir magoados porque os outros nos rejeitam por sermos teimosos, agressivos ou falsos, mas pelo menos não precisamos nos auto-analisar (sabe-se lá quantos monstros e melecas podem sair daí) ...
Enfim, já deu para entender os benefícios da zona de conforto, não é?
Não é fácil mudar e nem se consegue de um dia para o outro, mas se existir uma forte motivação para a mudança, vá em frente. É preciso estar consciente e mais um tijolinho por dia, até alcançarmos nossos ideais de mudança verdadeira, pois vale a pena. É preciso entender como a mudança se processa, escreverei sobre isso no próximo post. 
A mudança mais lenta e necessária, é aquela que a gente faz, mesmo sem sair do lugar. Fundamentada em nossos processos psíquicos eu diria que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

A IGNORÂNCIA DE SI É A MAIS PERIGOSA DAS ENFERMIDADES E A ORIGEM DE TODAS AS OUTRAS

QUEM NÃO SE CONHECE...

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Decifra-me ou devoro-te, segundo reza a lenda do enigma da Esfinge esta era a frase que a mesma proferia a todo viajante que dela se aproximava. Já li mais de um significado ou explicação sobre a mesma, mas vou colocar aqui uma “ateniana” que se adequa ao propósito deste post.
Vamos transportar a frase para qualquer ser humano.
“Decifra-me ou devoro-te homem/mulher, eu sou teu eu interior. Teu verdadeiro eu. Sou teu subconsciente e inconsciente, teus sonhos e devaneios, tuas dúvidas e perplexidades, tuas crenças e valores, teus defeitos e qualidades, amores e ódios, desejos e aversões, fragilidades e fortalezas. Se não me decifrares não crescerei em consciência, não evoluirei como ser porque o autoconhecimento é o primeiro passo e eu te devorarei ao transformar-te de ser humano livre e autônomo em mero joguete das Parcas, mera folha ao vento do destino.”
Quem não se conhece será sempre refém de suas emoções, de suas desconhecidas crenças limitantes e de suas percepções distorcidas.
Quem não se conhece diz A quando queria ter dito B. Tira conclusões equivocadas sobre si e sobre os outros já que é comandado pelas crenças que tem e desconhece que as têm.
Quem não se conhece tem maior chance de fazer escolhas não benéficas para si mesmo e depois fica culpando fulano ou beltrana ou a má sorte.
Quem não se conhece terá mais chance de insucesso em seus relacionamentos, pois poderá ser manipulado pelo outro, poderá ficar carente de argumentos válidos numa discussão crucial, poderá ter sua auto-estima abalada por comentários equivocados ou maldosos do outro, etc.
Quem não se conhece mais facilmente entra em conflito com os demais.
Quem não se conhece se auto-engana a maior parte do tempo e disso podem vir conseqüências desastrosas tanto na vida pessoal quanto profissional.
Quem não se conhece pode ter uma vida ralada, medíocre e se achar o “rei/rainha do pedaço” ou, ao contrário, ser uma pessoa excepcional e se considerar um lixo.
Quem não se conhece pode ficar marcando passo, estagnado em alguma situação onde não vê saída porque desconhece o próprio potencial ou, ao contrário, pode dar o passo maior que a perna porque desconhece suas limitações.
Há muitos que não querem se conhecer. A estes eu digo: melhor não ser covarde!
Sim, porque autoconhecimento demanda coragem para vasculhar ou literalmente mergulhar em seu lado escuro: suas limitações, seus medos, seu lado desonesto, seu viés cruel, sua agressividade, sua raiva, sua covardia, enfim tudo aquilo que o ser humano apresenta como características bem humanas, mas que a sociedade e as religiões condenam.
Todos nós temos esse lado sombrio, ninguém escapa. Em alguns o lado sombrio é bem maior que o luminoso, mas na média da humanidade não o é. Ninguém é perfeito, ninguém é 100% “bonzinho”. Vocês sabem!
Então não tenha medo de mergulhar no seu lado sombrio, só te faço uma advertência: ao se aprofundar no seu lado sombrio, jamais, jamais se julgue ou condene. Não é dito que Deus nos aceita e ama como somos? Então faça como Ele.
Quem não se conhece não pode se amar de verdade, pois só após conhecer cada canto obscuro seu, só após chegar ao âmago de sua menos valia, será capaz de começar a dar valor a todo o brilho que tem a despeito de todo o obscuro que em si encontrou. Irá conscientizar que isso tudo que é - é simplesmente ser humano. Nem pior nem melhor que todos os demais. Somente diferente em sua individualidade.