quinta-feira, 12 de março de 2015

NÚCLEO GAY

TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA NA VERSÃO LGBT

Resultado de imagem para NOVELA LGBT DESENHO

Não é por nada não, mas já está ficando cansativo a insistência das telenovelas em abordar o "mundo gay". Nada contra a opção de cada um, mas penso que insistir em colocar a coisa com essa insistência toda acaba, em vez de ajudar, criando uma animosidade maior ainda entre os gays e aqueles que não aprovam a prática.
Agora parece que virou obrigatório um casal gay por trama, no estilo cota, e a novidade pensada dessa vez foi colocar um par da terceira idade. Para tanto foram escolhidas Fernanda Montenegro, de 84 anos, e Nathalia Timberg, também com 84 anos, para encarnarem as homossexuais da próxima novela escrita por Gilberto Braga. Suponho que a ideia dos autores seja quebrar o tabu sobre essa realidade, diminuindo a segregação gay. Até aí dá pra entender, só que nas novelas os personagens gays são caricatas, são forçados. Já sabemos, ou eles se comportam como heterossexuais que nem se encostam ("melhores amigos") ou são o paradigma da "bicha louca" e agora ultimamente resolverem incluir o beijo gay. Creio que isso mais prejudica que ajuda.
Entendo a perspectiva dos autores, eles tentam desesperadamente (no estilo vocês vão ter que engolir) reverter a imagem negativa que a sociedade tem sobre os gays, tentam através desses contos transformar a ideia de uma sociedade que já saturou a sua consciência de imagens que associam a homossexualidade com a vergonha, o pecado, o inadequado. Eles tentam, assim, arrumar um jeito de diminuir o sofrimento homossexual. 
Considero louvável essas tentativas, mas penso que não resolve muito ir na contramão da cultura dominante da sociedade tentando desconstruí-la. Pois que a natureza desse sofrimento é consequência de um sistema político em que a heterossexualidade é considerada uma experiência obrigatória, natural, saudável e louvável, enquanto a homossexualidade é considerada desvio ou anormalidade. ... A personalidade é construída a partir da relação com o outro, necessariamente a partir de um ideal, que em nossa sociedade é um ideal heterossexual. Todas as referências positivas fazem parte da identidade heterossexual, enquanto todos os referenciais negativos são relegados à homossexualidade. ... Quando há alguma proposta de positivar a homossexualidade, surge também a acusação de promover a experiência gay. Essa "exigência" da heterossexualidade acaba matando muita gente, e é promovida naturalmente nas escolas, nas religiões e na família.
Concluo que todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossos filhos, alunos e afins. 
Creio que a solução seria assumirmos que o "natural" é o "fora da cultura humana"... aí bem, há muitos naturais gays por aí da forma que as novelas querem nos impor.... e ponto final!


ROSANE

quarta-feira, 11 de março de 2015

FAZENDO MINHA DOAÇÃO

... SUPONHO QUE AQUILO QUE EU ESCREVO FAZ ALGUMA DIFERENÇA, UM SORRISO, UMA GARGALHADA, UMA MUDANÇA DE IDEIA...

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É tão fácil esquecer disso, mas escrever é, antes de tudo, um ato de doação.
Não pode ser completamente egoísta aquele que escreve. Pois houve, antes de ser lido, o momento de cuidadosa escolha das palavras – que jamais seriam escolhidas apenas para si. Quem escreve já tem as palavras que precisa. É para outra pessoa que elas são escritas.
RENDENDO HOMENAGEM AO PRIMOGÊNITO(texto) foi escrito como doação particular de um sentimento sob medida para uma pessoa em específico. Este texto diz respeito principalmente a quem escreve e à pessoa em questão, mas ainda assim, e talvez até mais que os outros, são doações.
Ainda mais do que a serviço de quem o lerá, quem escreve faz isso a serviço de alguma ideia. Uma mensagem, uma realidade que, através daquelas palavras, será doada e entregue de um modo bastante pessoal para a mente de uma ou várias outras pessoas.
É tão natural, mas quando escrevi AOS NOSSOS GRANDES HERÓIS(texto) na verdade doei a oportunidade para que outras pessoas olhassem para as suas vidas e identificassem seus heróis. Quando escrevi FOTOGRAFANDO O QUÊ(texto) quis doar diversão entre amigos. ESPORTE ESPETACULAR(texto)  é uma potencial doação de saúde, enquanto que em ORAÇÃO REFORMULADA(texto)  foi feita uma doação de uma possível expansão da consciência a algum leitor. Sei de ao menos uma pessoa que recebeu, através de RECEITA DE ANO NOVO(texto), a doação de tranquilidade e ânimo renovados para um novo ano que se iniciava.
Cada texto é, então, no menor dos mínimos, uma doação de tempo. Quando abro o editor de texto e começo a colocar uma palavra depois da outra e uma vírgula ou ponto no meio de algumas delas, eu estou na verdade doando algo para alguém. Sempre. Mesmo que às vezes seja tão fácil esquecer disso.


ROSANE

terça-feira, 10 de março de 2015

ENTÃO É ISSO. FIM!

CORAÇÕES PARTIDOS



Será impossível separar sem sofrer? Colocar um ponto final num relacionamento e sair ileso? Conta a lenda que colocar um ponto final num relacionamento é tão doloroso, que muitos consideram o sofrimento comparável em intensidade à dor provocada pela morte de uma pessoa querida. A explicação para todo esse mal estar é por conta desta vivência reeditar outras vivências dolorosas e situação de desamparo vividas em outra época, repercutindo na perda atual... 
...É curioso comparar o começo com o fim. Quando um casal se forma, quando aparece aquela aura em ambos (no dia em que se conhecem ou após anos de amizade), é como se duas boias se enroscassem num oceano imenso, dois papéis numa ventania. Não é improvável que eles permaneçam juntos no meio de tantos ventos e ondas, tantas influências e forças caóticas? Visualize!
Se depender das forças externas, é quase impossível construir uma relação duradoura. No entanto, muitos casais conseguem fazer o impossível, provavelmente porque a força que eles geram internamente é maior que os estímulos externos. Eles voam ou surfam juntos de acordo com uma certa autonomia, um direcionamento interno. O problema é que dentro de nós há outro mar, outra ventania. E talvez seja esse o motivo de muitos fins...
Se a relação passa a ser conduzida por venenos e monstros (como insegurança, ciúme, medo, ansiedade, raiva), chega um ponto em que o casal não tem mais força para tomar uma direção conjunta e então eles cedem a impulsos, forças e direcionamentos alheios. Os monstros ganham.
Quando o monstro que estava escondido debaixo do tapete da sala acorda e domina rapidamente o ambiente, chega-se a conclusão que tudo acabou . Frases que nunca deveriam ter sido sequer pensadas são pronunciadas com a determinação dos carrascos. Não se pode atravessar uma ponte que foi queimada; com as palavras acontece a mesma coisa. É quando os dois se olham e sabem que não têm mais o que fazer. Dentro deles provavelmente haverá a dor da ilusão perdida. Os dois corações estão vazios, o mal estar é recíproco, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. Até que esse luto seja elaborado a vida segue assim, parecendo um tanto imperfeita, como em todas as perdas que vivemos.
Mesmo assim, considero os términos benéficos quando um (ou ambos) deseja acabar por entender que nāo há mais nada a fazer.


ROSANE

segunda-feira, 9 de março de 2015

"DOENÇAS SÃO PALAVRAS NÃO DITAS” – Jacques Lacan

O QUE TEM A VER EMOÇÃO COM DOENÇA, SAÚDE, CURA E AFINS?

Desde que comecei a estudar psicologia e a conhecer as ligações entre mente e cérebro, emoções e corpo, uma das coisas que mais me fascinou e fascina até hoje são as ligações entre as doenças e as emoções.
A grande maioria das pessoas acredita que a origem das doenças é apenas física, sendo assim “é só tomar um remédio que passa” ou fazer uma cirurgia, ou algo do tipo. Fiquei encantada ao descobrir que é o ser humano que gera a grande maioria das suas enfermidades. Isso nos trás toda uma responsabilidade de volta, pois da mesma forma que somos os geradores podemos ser os curadores de nós mesmos. Isso não é nenhuma novidade para os orientais que desde milênios divulgam essas ideias, basta ver a medicina indiana, chinesa, entre outras.
Diferente de quando se acredita que a origem da doença está apenas no vírus que é um agente externo, ou na célula que começou a se degenerar até virar um câncer. 
Pode ser que você esteja estanhando essas minhas primeiras afirmações, eu também estranhei no início, pois aprendemos a pensar de outra forma. O próprio sistema não tem interesse que seja divulgado essas informações uma vez que se lucra muito com remédios e novas patentes dia após dias. Existe hoje uma indústria onde ficar doente é bastante lucrativo.
É importante ressaltar que na maioria dos casos o remédio não cura. Remédio alivia, remédio trata o efeito, mas não a causa. Um exemplo, pessoa com dor de cabeça, toma um remédio e passa a dor, o remédio vai agir no efeito (a dor) e não na causa que pode ter sua origem em dezenas de fatores, desde uma noite mal dormida até um tumor em desenvolvimento dentro do cérebro, por isso que digo que o comprimido não vai curar a causa e sim agir no efeito.
Que fique bem claro que não estou incentivando ninguém a parar de tomar remédio, pelo contrário, são importantes e necessários se prescritos por um médico. O que quero deixar claro com este texto é que nossas doenças não possuem uma origem apenas física.
O ramo da ciência que estuda este fenômeno é a psicossomática. Quando falamos em uma doença é interessante que se olhe ela como um todo, algo bem complexo. É necessário ao analisar sua origem levar em conta fatores ambientais, fatores hereditários (genética), estilo de vida da pessoa, exposição a fatores de risco e emoções (um dos fatores mais importantes e dos mais esquecidos). 
Toda doença tem também um fundo emocional e como esta é minha área darei atenção especial a este aspecto.
É muito importante que se trate também a causa emocional da doença, caso contrário ela irá aparecer toda vez que for ativada, já que o correspondente emocional não foi resolvido. Algo, certamente, temos a aprender com ela, pois estaremos a desvendar o que estamos fazendo, sentindo, para facilitar que a doença se instale em nosso corpo.  Parece fácil? Mas não é, é preciso força e coragem para olhar para dentro.
Seja qual doença você tiver se pergunte o que ela está lhe dizendo e o que está querendo te ensinar. 
Sua saúde está em suas mãos. Tomar remédios e fazer cirurgia é importante, o mais difícil é olhar para dentro, lidar com “nossos monstros” interiores e transformá-los!
Suas emoções interferem totalmente em sua saúde, pense nisso!


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