sexta-feira, 8 de maio de 2015

O VALOR DA CALMA

"CONSERVE A MENTE IMPERTURBÁVEL; DO CONTRÁRIO, O CORPO PODE FACILMENTE TOMBAR COMO UMA ÁRVORE MORTA".  

  Sun Tzu (A arte da guerra)


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Quando você é dominado pela própria mente, sobre você recai o fardo de muitas preocupações, e você se torna escravo dessas muitas coisas.
Tanto ao lutar quanto na vida cotidiana, você deve ser determinado, ainda que calmo. Vá de encontro à situação sem tensão, mas também sem desleixo, com o espírito estável, mas sem prejulgamentos.
Acho que eu não preciso fazer propaganda aqui do valor da calma.
Conhecemos seus benefícios: com ela pensamos claramente, não tomamos decisões precipitadas, não nos assustamos facilmente.
Mas como se ficar e permanecer calmo?
Acho que devemos pensar muito sobre a morte. Sério pensar muito sobre a morte.
Pensar para valer sobre como as coisas podem piorar muitas vezes tem o efeito irônico de nos fazer perceber que não são tão ruins. 
Visualizar o pior nos dá uma sensação de controle durante a batalha. E por mais estranho que pareça fazer isso traz uma sensação de paz. Sem essa sensação, quando o estresse aumenta não conseguimos pensar direito.
Qualquer coisa que lhe dê uma sensação de controle sobre a situação o ajuda a ficar calmo.
Repare que eu disse “sentimento de controle” – não precisa ser controle verdadeiro, só a sensação de estar em controle já faz maravilhas. 
Acreditem, isso é mais ou menos como usar um talismã.

HOJE É DIA DE SUPERAR O QUE VOCÊ ERA ONTEM...
"A MENTE IMPERTURBÁVEL É O SEGREDO DA GUERRA"



quinta-feira, 7 de maio de 2015

MÃE UM PRESENTE NA NOSSA VIDA

... É PARTE DA HISTÓRIA DE CADA UM

Se tem uma coisa que mãe faz é ensinar, na mesma medida que, se tem uma coisa que filho faz é não aprender. Nossos pais, no geral, querem mesmo é que a gente não se ferre, mas a gente parece que curte mesmo esse negócio.
Não somos o trabalho de nossas mães. O mundo é muito maior na formação de nosso caráter e a vida vai nos enchendo de novos ares e de novos ensinamentos. Com o tempo pode ser que tenhamos nos tornado pessoas completamente diferente dos anseios que elas tinham pra gente, nos estudos, no trabalho, com as pessoas as quais nos relacionamos e nossas opções para a vida. Muita coisa pode seguir juntas e outras tantas são completamente distintas.
Mães não formam nosso caráter, mas ajudam bastante a moldá-lo. Com isso, depois já de grandes e sabendo bem o que queremos para os nossos acasos, percebemos o quão importante foi essa ajuda. Não estou falando da nutrição, do cuidado quando bebê, das infinitas vezes em que elas esconderam alguma cagada nossa do marido pra gente não apanhar. A importância que digo é de como nossas mães nos disseram muito sobre a vida com o seu próprio jeito de se superar e de como elas estão presentes mesmo quando estão ausentes.
Um dia a gente deixa de ser criança, mas nunca deixa de ser filha, minha mãe jamais deixaria que eu deixasse de ser sua filha. Se antes eu era apenas a filha que precisava de cuidados, hoje também sou a filha que cuida. Sou um pouco amiga, um pouco psicóloga, um pouco padre, mas muito filha.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

AVANÇAR PARA NÃO PATINAR

MOVER


"Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti."
Charles Bukowski  (trecho do poema "O coração que ri")

Tenho falado em "avançar" para tudo aquilo que diz respeito a não patinar, não perder tempo, fazer o que tem ser feito, crescer, viver melhor, agir com mais potência, movimentar mais. 
Para apontar alguns caminhos de avanço eu diria a vocês:
Não leve nada tão à sério, nem a si mesmo.
Você vai morrer. Então, aproveite a vida, pô;
Aceite seu passado e realmente VIVA o presente, seja o que for que esteja fazendo. Esteja ali, presente.
Perceba sua ação no mundo, faça suas escolhas e faça o que tiver de ser feito.
Cultive relações positivas.
Não julgue, não critique, não congele os outros. Cultive a liberdade livre de conceitos.
Ofereça. Realmente ajude os outros, sem esperar NADA em troca, e aprenda a tirar sua felicidade daí.
"MOVE!".


terça-feira, 5 de maio de 2015

'GRAND FINALE'

A VELHICE NÃO É UM ENSAIO PARA MORTE. LOGO VIVA OS SEUS DIAS COMO SE ELE FOSSE O PRIMEIRO E NÃO O ÚLTIMO



Nunca liguei pra velhice. Nunca tive encrencas com a morte. Então, que se exploda a tal da velhice!
Se é pra viver, então que seja de um bom jeito. Que, ao chegar a velhice, eu tenha ótimas histórias pra contar do tempo em que eu era jovem e nem pensava em ficar velha. Nesse tempo será o momento que teremos para contar a história de nossas vidas, momento que podemos admirar tudo aquilo que criamos e cultivamos.
No entanto para muitos a velhice é muito mais triste do que eu imagino na minha ingênua suposta felicidade eterna. Se traduz em solidão, arrependimento, complicações da idade, constatação da "M" que a vida pode ter sido, do atraso da tal morte em resolver de modo pacífico uma tal angústia que teima em pesar sobre os ombros cansados. Aí, realmente fica difícil, pensando assim dá mesmo um baita medo de ficar velho. Um medão de lidar sozinho com uma porção de coisas que, hoje, não conseguiria carregar nem acompanhado. Resumindo, para muitos ficar velho é ficar só. Não tem dessa de ter amigos, de ter família, de ter companheira(o), nem companhia alguma. Você envelhece sozinho e morre sozinho.
Não, eu não acho que todos ficam velhos, tristes e sozinhos. São recortes da vida que mostram que há essas possibilidades. Mas não sou tão redutiva, recortes são só recortes.
Penso que a vida é uma só, mas podemos contá-la de diversas maneiras, e serão essas maneiras que irão determinar nosso "Grand Finale"...

... A turma do Chaves acertou em cheio, quando disse tudo, nessa inocente canção ...





segunda-feira, 4 de maio de 2015

VOCÊ CURTE A SUA PRÓPRIA COMPANHIA?

MARQUE UM ENCONTRO COM VOCÊ MESMO, SEM INTERFERÊNCIAS, SEM INTERRUPÇÕES.


"Eu quero uma casa no campo
... onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
dos amigos do peito e nada mais"

Parafraseando a tão conhecida canção interpretada por Elis Regina, muita gente já teve vontade de ter uma casinha simples no meio do mais completo nada pra poder exercer na mais profunda prática a antipatia momentânea do mundo em sociedade, de não pensar na cara do cartão do banco, dizer um dane-se pro controlar ou para tudo mais que a cidade gentilmente nos proporciona no dia a dia.
Eu me veria fácil passando dias incontáveis dentro de uma casa afastada, com aquele bucolismo quase triste, quase mórbido, só escrevendo qualquer coisa que me viria a cabeça por uma boa parte do dia. Seria uma condição bem favorável e interessante, um lugar no meio do nada. Porque viver em sociedade esgota, e nada como um descanso sem estímulo nenhum. 
Confesso que tenho uma queda por lugares assim, isolados e cercados por natureza. Não assusta me imaginar vivendo longe de tudo. Talvez seja um desejo irresistível de parar, simplesmente parar com esse mundo por um tempo e só contemplar. Acredito mesmo que somos parte viva da natureza e não seres distantes e superiores como a maioria gosta de ver. 
Lá iria explorar minha mente ver o que mais tem ali que eu não sei, sei que não a conheço tão bem. O silêncio e a paz de um lugar assim poderia ajudar... 
...Por outro lado existem pessoas que não é nada dada a momentos solitários ou excursões pelo eu interior. Gosta mesmo só do urbano, de uma boa conversa, de muita risada, de música bem alta, de estar rodeada de amigos e não gosta nada de passear no mato, na roça, na natureza. Bucolismo, para elas, é lindo num quadro bem pintado. Não consegue se imaginar lá longe, dando um tempo dos amigos, sem música, celular, televisão, computador, e só de pensar já lhes causa estranheza.  E questionam... Mas o que eu faria num lugar assim, distante, sozinha? E pensam... Ser sozinho é uma coisa tão triste e aterradora que deveria ser deixada para acontecer apenas quando o tempo destruísse as ilusões.
Entendo isso, geralmente quem nunca fica sozinho não consegue enxergar (e assim nunca vai entender) o prazer que outros sentem nessa condição. Mas a elas eu sugiro que experimente a sensação de curtir a sua própria companhia, estar sozinha é isso! 
Penso que quem evita olhar para dentro de si tem dois motivos: ou é porque o que vai encontrar é feio demais pra encarar ou é porque simplesmente não tem nada ali. Sozinho é chegar perto de ser nada!



sábado, 2 de maio de 2015

A VIRTUDE ESTÁ NO MEIO

AFINAL PODEMOS SER DUROS SEM SER RADICAIS, ASSERTIVOS SEM SER GROSSEIROS?


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A cada dia que passa eu dou mais razão ao Nelson Rodrigues, quando disse que “o jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência”. É inacreditável como a maturidade nos traz temperança, nos faz ver que nem tudo é o que parece (na verdade NADA é o que parece) e nos faz questionar os consensos mais arraigados na nossa personalidade.
Não devemos nos tornar "donos da verdade". Por outro lado, é importante lutar pelo que acreditamos, ainda que muitas vezes isso nos faça parecer "chatos". O ponto certo é tentar influenciar as pessoas sem rotulá-las. É muito difícil chegar a este equilíbrio. Mas é importante que as duas coisas caminhem juntas.
Eu, particularmente, desconfio de pessoas educadas demais, civilizadas demais. Eu gosto de lidar com seres humanos reais, não com pessoas do tipo gurus espirituais que levam a vida só no sapatinho e também desconfio de pessoas muito artificiais. 
Sei que discursos, imposições e outras coisas podem ser erradas, mas não se pode tratar o fraco com fraqueza. Temos que ser duros, racionais e, mais do que tudo, sermos amorosos, mas com coragem e sinceridade. 
Sejam eles amigos, "bróders", primos, pais, filhos, colegas de trabalho, sócios, recém conhecidos, não importa: o fato é que quase não usamos nossas relações para melhorar nossa vida. Não demora para todos aceitarem nossos hábitos negativos.
O ponto central do texto é exatamente esse.
Nem sempre quem discute ou argumenta está querendo ter razão - e sim, provocar o outro lado para que ele se mostre, para que haja troca, para que verdades possam ser questionadas e eventualmente, formarem outras visões. Mas percebo que essa dose é muito pessoal. Há quem se sinta afrontado por pouco, e se retire cedo demais de uma conversa. Há quem não tenha limites e continue batendo infinitamente na mesma tecla, sem nem sequer ouvir o outro lado ou dar espaço para que ele se coloque. E no fim das contas, endossamos um auto engano coletivo, onde vivemos na presença de pessoas que nunca se fazem presentes de verdade. E é assim que, se deixarmos, juntos compartilhamos solidão.
Deixamos os outros em paz para sermos deixados em paz. Em paz com nossas aflições, enganos, crenças, fracassos, tiques nervosos, padrões destrutivos. 
Portanto ...
...sem julgar ou se colocar como superior, mesmo sem saber respostas e saídas, insista, diga o que precisa ser dito, arraste-o para onde ele precisa ir, coloque-o contra a parede, teste seus limites, pregue peças, pergunte.
Cutuque seus amigos a cada momento que eles não forem autênticos, que eles estiverem sendo pouco, fazendo menos. Não compre suas justificativas, desculpas, culpas, draminhas, desvios de olhar. Não faça cafuné. Mande a real e não aceite nada menos do que uma atitude ponta firme, livre de bobagens e mediocridades.
Caso contrário nunca teremos um contato verdadeiro de respeito com o outro em nossa realidade...(nem com aqueles que a gente diz que ama).


sexta-feira, 1 de maio de 2015

SEJAMOS COMO CRIANÇA

NÃO PERSIGA ABSOLUTAMENTE NADA, CELEBRE A VIDA


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Vocês já repararam que nossa consciência está quase completamente preocupada com memórias e expectativas? O todo poderoso passado causativo e o absurdamente importante futuro. 
Talvez isso escape à nossa compreensão cotidiana (talvez não, né, escapa, estou sendo boazinha). Vivemos suspensos na grande era do tempo, onde dia, noite, amanhã, segunda-feira, terça-feira, sábado, ano que vem, são 7 e quinze, dois minutos, uma hora, 10 anos, tenho 19, 25, 31, 50… regem a vivência humana como se fossem algo além do que são.
Nesse seu tempo seja do tipo dos que celebram, comemorem! Já existe muita coisa – as flores lá no jardim,  os pássaros cantando por aí, o Sol está no céu – celebre a vida! Você está respirando e está vivo e tem consciência: festeje! Com isso, de repente, você relaxa; aí não há mais tensão, não há mais angústia. Seu coração passa a bater embalado por uma gratidão mais profunda – isso é oração. Orar é exatamente isso, um coração batendo com profunda gratidão.
Não é preciso fazer nada para isso. Apenas entenda o movimento da energia, o movimento sem motivação da energia. Ele flui, mas não em direção a um objetivo. Ele se move, não em direção a um gol, se move por causa de sua própria energia transbordante.
Uma criança está dançando e pulando e correndo por toda parte; pergunte-a, “Onde você está indo?”. Ela não está indo a lugar algum – você vai parecer meio bobo pra ela. Crianças sempre pensam que adultos são meio bobos. Que pergunta, “Onde você está indo?”. Há alguma necessidade de ir a algum lugar? Uma criança simplesmente não consegue responder sua pergunta porque é irrelevante. Ela não está indo a lugar nenhum. Ela vai simplesmente dar de ombros. Vai dizer, “nenhum lugar”. Então nossa mente já orientada a objetivos, pergunta: “Então porque você está correndo?”- porque para nós uma atividade é importante apenas quando leva a algum lugar.
E eu digo a você: não há nenhum lugar a ir. Aqui é tudo. Toda a existência culmina neste momento, e está realmente nesse momento. Tudo o que existe está fluindo para este momento – é aqui, agora.
Uma criança está simplesmente desfrutando a energia – ela tem demais. Ela está correndo, não porque tem que chegar a algum lugar, mas porque tem energia demais, tem que correr.
Aja desmotivadamente, apenas como um transbordamento. Compartilhe, mas não negocie; não faça barganhas. Dê porque você tem; não dê para ter algo em troca – porque então você será um agraciado nessa vida.
Sejamos como criança!