terça-feira, 7 de julho de 2015

CASAMENTO GAY

É O DIREITO QUE DIZ COMO AS COISAS DEVEM OCORRER NA REALIDADE OU É A REALIDADE QUE DESAFIA O DIREITO A SE RECICLAR ?

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Vivemos uma regulação em pares antagônicos: certo ou errado; virtude ou pecado, lícito ou ilícito. São categorias rígidas, pré-definidas. Por outro lado, qualquer visita a consultórios de psicologia vai revelar nuances, matizes, um mosaico humano em degradê.
Podemos até afirmar que vivemos em um Estado laico, mas ainda vivemos em arenas em que a questão fundamental é definir o certo e o errado, na tarefa de identificar e punir as pessoas ruins. É só separar o joio do trigo e está tudo certo.
Nossa sociedade acaba espelhando esse modelo e os elos da nossa rede se formam ou se rompem muitas vezes segundo esses critérios. Não nos afastamos mais dos pecadores, mas dos culpados.
E olha que foi Jesus quem impediu o apedrejamento da prostituta.
Se violar a lei parece pecado, o que é seguir a lei? “Ora, é fazer o certo!” Concordo, mas dá pra ir além. Se a lei favorece meu comportamento, significa que tenho respaldo do Estado. Não só material – no sentido de que posso me defender se alguém me atingir – mas respaldo moral. Em outras palavras, o Estado-Deus disse que estou certo.
Se isso parecer que faz sentido, qual será a reação quando o Estado diz, por meio da lei, que um comportamento, que sempre foi visto como oposto ao correto, passa a ser permitido?
Além disso, quando o Deus-Estado acolhe um novo comportamento – por meio do direito – isso lança sobre aqueles que conduzem suas vidas de modo tradicional uma luz de auto-avaliação: “então agora pode ser de qualquer jeito?”.
Bem, primeiro, há de se ter em mente o preparo prévio da sociedade em que vivemos para uma quebra de paradigmas tão poderosa. Digo isso porque, se feito errado, a causa gay poderá acabar sofrendo do mesmo estigma do feminismo, do comunismo e de tantos outros "ismos". Muitos defensores da causa irão, inevitavelmente, ver a coisa como uma vingança ou compensação pelo tempo de preconceito sofrido e/ou adquirido. Uma injustiça não compensa e nem justifica outra injustiça.
Vale lembrar que vingança NÃO necessariamente é o mesmo que fazer justiça. Que tempo perdido NÃO é recuperável. Partindo dessa premissa, defendo um tratamento que busque tratar tanto homossexuais quanto heterossexuais de forma justa, e não um que busque retaliar contra a "ditadura heterossexual".
Há quem possa considerar isso um processo alienatório, e também não estará equivocado. O problema é que lei nenhuma tem força para remover instantaneamente os preconceitos de uma sociedade formada e, ainda mais se tratando de Brasil, um tanto quanto conservadora.
Precisamos também ter em mente que homossexualidade é, sim, uma anomalia. Presente não somente nas sociedades humanas, como também em inúmeros grupos de animais menos desenvolvidos. Aceitar que ser homossexual não é e nunca será o "padrão", mas somente uma entre sabe-se lá quantas alternativas aceitáveis à conduta heterossexual. Basta dizer que só chegamos até aqui (só "avançamos") por causa da complementaridade dos sexos, masculino-feminino.  A própria etimologia atesta isso: "sexo remete-nos ao verbo latino secare ("cortar", "dividir", "separar")"; 'sexus': "gênero, estado de ser macho ou fêmea, pois ele define a raça humana em duas partes" (via google). Rigorosamente falando, no sentido da palavra, uma relação 'sexual' só existe entre seres de sexos diferentes! (Alguns animais marinhos se reproduzem de forma assexuada). É por isso que se diz que a relação "heterossexual" é natural. Aliás: sob a ótica acima, "relação sexual heterossexual" é redundância.
E isso nos leva a outra questão: é óbvia (ou deveria ser) a importância da sexualidade (macho-fêmea) para a continuidade da vida. É por isso que todas as culturas humanas, desde a pré-história, sempre entenderam o casamento como um contrato entre homens e mulheres (mono ou poligâmicos). Relacionamentos afetivos entre pessoas do mesmo sexo sempre tiveram (e tem) seu lugar, mas jamais foram equiparados ao casamento. Todos os homossexuais devem ter seus direitos civis plenamente assegurados, mas não considero um avanço considerarmos uma relação homoafetiva como um "casamento". Taí: por que não a chamarmos simplesmente de "relação homoafetiva", com pleno respaldo jurídico?
 
Sendo assim, espero que a inserção do homossexual nas legislações do casamento seja pacífica e não acabe se tornando um argumento contra a cultura heterossexual. Espero que seja isso o ganho de uns sem a perda de outros.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A NOVA GERAÇÃO DE WEBCELEBRIDADE

À LUZ DE UMA EXISTÊNCIA PÚBLICA

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Com uma rápida pesquisa no YouTube você pode também descobrir uma nova geração de webcelebridades. São crianças que ganham dinheiro, abrem marcas, aparecem em eventos, posam em frente às câmeras.
Em destaque as famigeradas crianças do funk, o comportamento delas me traz as mesmas questões que nossa sociedade anda discutindo sobre a inserção das crianças no mundo sem limites da internet que sustenta a fama.
Colocamos a criança na internet e consideramos ela um ser pronto para ser moldado pelo interesse do mercado, da fama, do sucesso na internet. É justo? É correto expô-la deste jeito? Nesta sociedade em que consideramos a necessidade do acolhimento e da tutoria para que a criança cresça num ambiente saudável, será que estamos ensinando coisas boas ao ensiná-la a posar? Ao jogar sua imagem com coisas que ela não pode ainda nem sequer imaginar a dimensão que tem?
Alguns pais conseguem consumar esse antigo desejo de criar e educar extensões humanas do que são ou desejaram ser. É um jeito de ora idealizar a infância (tentando eternizá-la em suas próprias carnes), ora tratá-la com desprezo (acelerando e pulando etapas do desenvolvimento intelectual/emocional infantil, transformando crianças em imagens de si mesmos). Uma necessidade que alguns adultos infantilizados têm de tornarem seus filhos uma extensão - nem infantil, nem adulta - de si. Esse é um comportamento imaturo dos pais e penso que a diferença entre a criança e o adulto imaturo é o preço dos brinquedos.
Dependendo do grau desta imaturidade, um dos brinquedos pode ser o próprio filho. 
No entanto, tal brincadeira terá como preço a subversão de uma infância necessária e até do futuro de uma vida.
De um lado, obriga-se o filho a mendigar no sinal de trânsito, subvertendo sua infância e futuro, por ignorância, pobreza e deseducação.
De outro, traveste-se o filho de adulto, também subvertendo sua infância e futuro pelos mesmíssimos motivos, com o agravante de, neste caso, a pobreza ser de espírito...
Não é justo colocar a criança num mundo de evidência cruel deste jeito. Mais do que associar marcas ao nome da criança, é cruel também estimular que ela entre e vença neste mundo ainda tão nova. Mas a ideia de ter fama, sucesso e um dinheiro garantido ali no seu filho parece muito tentadora e atravessa as brincadeiras infantis para se tornar  um negócio rentável.
Pais e mães são não só grandes apoiadores dos fantoches das crianças na internet como são quem faz o canal. De tutores, apoiadores e pais para empresários, diretores, construtores daquele personagem que vai para o ar.
Quando é editado, produzido, montado e quando é feito para posar, para alguém ver, não é brincadeira.
Quando estimula compra, vaidade, imagem, pose: também não.
Não parte exclusivamente da criança nenhum comportamento prodígio frente às câmeras. Não parte dela alimentar seu canal no YouTube, clicar em "li e concordo com os termos de uso" do Facebook, do Instagram…
São os pais os responsáveis pelo conteúdo, pelo freio e por dar condições emocionais para que esta criança se desenvolva.
Fique esperto: criança na internet pode não ser tão gracioso quanto parece.

ESTILO DE VIDA DO MOVIMENTO

JUNTE-SE A UMA TRIBO DE GENTE QUE SE MOVE

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Comparar a vida moderna com uma jaula pode parecer dramático. 
Parece que os cientistas estão considerando que a vida do homem médio nos tempos modernos não tá tão diferente da de um animal selvagem no zoológico.
Sentar é o novo fumar, está nas chamadas jornalísticas por todo lado hoje em dia. Como nessa matéria da folha: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2015/07/1651524-trabalhar-em-pe-e-nova-tendencia-entre-empresas-de-tecnologia.shtml.
Os estudos sugerem que é necessário voltar para a atividade para qual seu corpo foi feito.  A recomendação dos médicos é movimente-se independente da posição.
Pois não evoluímos para sentar numa mesa o dia todo e nem pra ficar em pé o dia todo. Nossos corpos não evoluíram para ficar parados numa só posição. Nossos tecidos endurecem e enfraquecem quando não são continuamente desafiados. Dores nas costas, torcicolos, ombros inflexíveis e joelhos com problema? Ah, dizem que é a vida.
Segundo essa matéria da folha, infelizmente, não adianta ir a academia depois do trabalho. Isso mesmo! Porque segundo eles, a atividade física fora do expediente não compensa os perigos à saúde causado por longos períodos sentados. Ou seja, quando ficamos parados por mais de dez horas e seguimos imediatamente para exercícios intensos, isso simplesmente não funciona.
O que precisamos é de um estilo de vida – uma dieta nutritiva de movimento – e não um “suplemento” na forma de um treininho diário. Precisamos de um enfoque em que nos movamos em pequenas sessões ao longo do dia, continuamente diversificando nossas posições e apresentando nossos corpos a novos desafios.
Pensando na evolução natural do homem, concluo que os humanos não são realmente os melhores em nenhum tipo particular de atividade física. Não corremos mais rápido, nem somos os melhores nadadores. Não somos os melhores escaladores. O que temos é apenas uma maior diversidade de movimentos.
Somos capazes de fazer muitas coisas bastante bem, e essa capacidade de ser “pau-para-toda-obra” deve se refletir em nosso treinamento e forma de vida.
Seguindo esses novos dados das pesquisas, devemos pensar como um homem selvagem, e não como um robô que repete os mesmos padrões e movimentos previsíveis que foi programado para realizar. Você é um ser humano, não uma máquina. 
Presumo, então, que devamos assim como quem não quer nada, agachar, engatinhar, se esticar, segurar o peso do próprio corpo, saltar e escalar fazendo desses movimentos uma prática frequente em nosso cotidiano.
Pensa!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

NATURALMENTE CAÓTICOS

SUGIRO CONSCIÊNCIA E BOM SENSO...


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Pergunta rápida, internauta. Você sabia que o seu organismo é capaz de produzir uma droga muito mais forte do que a heroína?
Essa droga é natural, não tem quaisquer efeitos colaterais.
É a chamada endorfina, as pessoas pagam caro pra caracas, tentando alcançar os mesmos estados físico-psíquicos que a endorfina nos proporciona. As endorfinas nada mais são do que poderosos analgésicos bioquímicos produzidos pelo cérebro - um dos descobrimentos científicos mais relevantes do homem. Os esportes, a música e, principalmente, fazer o que temos vontade são os principais geradores de endorfinas.
Endorfina nos faz sentir bem. A droga da felicidade é, em suma, fazer o que temos vontade. Somos viciados nisso.
Pra mim, o grande problema não é a necessidade que temos de gerar satisfação própria, mas um processo interno que nos controla, que nos faz depender de elementos externos para gerar tal satisfação. 
Se tivéssemos uma mente naturalmente estável e satisfeita, se tivéssemos prazer apenas em estar vivo, presentes, atentos, pulsantes, nada disso teria o poder de nos controlar.
De um certo modo, estamos cada vez mais distraídos, exigentes e mimados. Estamos caindo escravos de nossa própria sensação de livre-arbítrio: "Eu faço o que tenho vontade". E com o tempo corremos o risco de deixarmos de fazer o que precisa ser feito, inclusive para a nossa própria satisfação, ou melhor, autêntica satisfação.
Diante disso a questão é: existe a necessidade de sermos controlados, independente da forma, pessoa e/ou instrumentos utilizados para tal?
Bem, penso que a necessidade existe, o ser humano precisa de controle por ser naturalmente caótico e grupos precisam de estrutura ou se tornam o caos. 
Contra o caos sugiro consciência e bom senso, porém essa consciência e esse bom senso precisam se manifestar em ações. Na prática... ler, se informar, questionar, procurar novos caminhos, agir.



quinta-feira, 2 de julho de 2015

DIA NACIONAL DO BOMBEIRO # 2 DE JULHO # UMA HOMENAGEM AOS BRAVOS BOMBEIROS

PARA ELES, É MAIS QUE UM TRABALHO, SALVAR VIDAS É UMA MISSÃO

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Salvar vidas! Esse é o lema das mulheres e dos homens que colocam em risco suas vidas para salvar a de outras pessoas. Nesta quinta-feira (02) é comemorado o Dia Nacional do Bombeiro. Para eles, é mais que um trabalho, salvar vidas é uma missão. Os militares trabalham na terra, na água e no ar.
Basta apenas um chamado. A equipe é mobilizada e lá vão eles – em defesa da vida. Passam diariamente por situações adversas.
Pronto e posicionado 24 horas por dia, 7 dias por semana, 12 meses por ano, o Corpo de Bombeiros faz muito mais do que apagar incêndios. Apesar de ser a primeira coisa que vem à cabeça quando lembramos dessa profissão, o trabalho do bombeiro militar é bem mais abrangente. 
O Corpo de Bombeiros atua nas áreas de combate a incêndios de todas as classes, inclusive em emergências com produtos químicos, explosivos e inflamáveis e material radioativo; busca e salvamento, socorro de emergência, salvamento náutico, transporte inter-hospitalar de recém-nascidos em UTI Neo-Natal, prevenção de sinistros e apoio às ações de defesa civil, além da colaboração com prefeituras e outras instituições em campanhas ou emergências não programadas. Ufa!
Estão sempre a postos para atender ocorrências diversas. São heróis anônimos que diariamente somam esforços, nos quartéis espalhados pelo Brasil, para salvar vidas e bens alheios.
Eles arriscam a própria vida para salvar outras tantas. Encaram de frente fogo e água e lutam pelo desconhecido até o último instante.



BREVE HISTÓRICO
No Brasil, primeira Corporação de Bombeiros foi criada pelo Imperador D.Pedro II em 1856. No início ela não possuía caráter militar, e foi somente em 1880 que seus integrantes passaram a ser classificados dentro de uma hierarquia militarizada.
Com a Proclamação da República, os Estados que possuíam melhores condições financeiras passaram a constituir seus próprios Corpos de Bombeiros. As Corporações foram criadas dentro da estrutura das Forças Estaduais, antiga denominação das atuais polícias militares.
(Informações do Wikipédia) (fonte: idest.com.br)


quarta-feira, 1 de julho de 2015

SEMPRE SEGUINDO EM FRENTE

NADA DE FICAR CHORANDO O LEITE DERRAMADO


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Será que somos, em nossa maioria, um bando de mimados?
Sim, meu amigo. Mimados. Tal qual crianças pequenas que não sabem reagir quando são obrigadas a comer o que não quer, tomar um banho ou parar de brincar, nós simplesmente não conseguimos lidar direito com a não-realização das nossas vontades, com a negação do que desejamos, com a dolorosa realidade de que o universo não vai necessariamente nos garantir tudo aquilo que queremos. 
Não sei se é culpa do ambiente cultural em que vivemos, cercados de teorias de auto-ajuda que pregam que todos são especiais e merecem apenas o máximo da vida em termos de satisfação pessoal. Não sei se é culpa dos avanços tecnológicos que permitem uma vida com o mínimo de dor e várias vezes até com o mínimo de esforço. O que sei é que muitos de nós efetivamente não têm os mecanismos necessários para lidar positivamente – ou mesmo normalmente – com as contrariedades da vida, sejam elas grandes ou pequenas.
Penso que a vida não deve a nós nenhum tipo de final feliz pessoal, ainda mais às custas de outra pessoa. Isso quer dizer que às vezes só cabe a nós aceitar. Aceitar os términos, aceitar os finais, aceitar as mudanças. Sejam nas pessoas ou apenas na vida. Aceitar que vamos ser constantemente contrariados, que nem tudo vai sair como a gente quer e que o mundo não nos deve nenhum grau, por mais remoto que seja, de satisfação ou garantia. E claro, lembrar que reclamar, na maior parte das vezes, não ajuda em nada.