sábado, 8 de agosto de 2015

É AMANHÃ... PARABÉNS PELO SEU DIA PAPAI !

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APROVEITEM MUITO ESSA DATA E CRIEM LEMBRANÇAS!





Amanhã comemora-se o dia dos pais, sei que este dia mexe por demais com quem não mais tem o seu pai vivo ou até mesmo com o pai que perdeu seu filho, e também com os filhos que são órfãos de pais VIVOS. Sim, porque nem todo mundo tem o pai que sonhava.
Seja lá o caso que for, eu sei que é difícil aceitar a perda dos pais e vice-versa, mas é algo que todos, na ordem natural da vida ou não, iremos passar um dia.
Hoje em dia algumas escolas não tem comemorações para o Dia dos Pais, nem para o Dia da Mães. Nem presentes eles fazem, pois comemora-se apenas o Dia da Família, considero isso dar um jeitinho brasileiro a fim de adequar-se as diferentes realidades familiares. 
Eu até entendo isso, pois alguns não têm pais e tal. Mas a vida é assim. Pessoas que amamos se vão e precisamos lidar com isso! Não tem saída! E também as coisa na vida não correm sempre do jeito que queremos e o quanto antes enfrentarmos isso melhor. 
Sinceramente desconfio que esse excesso de proteção pode ser prejudicial, tanto para as crianças que não tem pais como também para as que têm. As que não têm pai porque encontram na escola esse canal de comunicação fechado, que poderia em muito contribuir para elaborar a falta do pai (isso é mais ou menos como desconversar). E as que têm pai porque não terão a lembrança que faziam presentes para ele. Daqueles presentes mal feitos que a gente fazia na escola mas que era fazer algo, especialmente, para nosso pai.

*( ... )Abrindo um parêntese para repensar sobre a questão da ausência dos pais
É importante pensar que, é claro para nós que, todos viemos de um pai e de uma mãe e sabemos que, se somos criados por apenas um progenitor, existe uma falta evidente, mesmo que velada. Não adiantando nada a gente querer tapar o sol com uma peneira!
Esse pai existe, mesmo que não presencialmente, e vai ter influência sobre o filho. Se não conhecemos, fantasiamos como ele deve ser.
Se a ausência é na participação, levamos como referência do que conhecemos como pai, mesmo que como um modelo negativo do que você não deseja repetir.
Mesmo que exista um substituto desse papel, a marca dessa falta esta registrada em algum nível.
Quando digo influência é que, por pior que seja a sua referência paterna, ela não é nula e vai influenciar a sua interpretação sobre a vida.
Quando elaboramos a questão tomamos consciência e aceitamos a realidade, aí sim, tudo fica muito claro e o prejuízo é muito menor, podemos fazer escolhas baseadas em nós mesmo e não em repetições fantasmas de um padrão que ficou mal aparado em nossa vida. Daí que vem o meu pensamento de que dar o famoso jeitinho brasileiro, nesse caso, talvez não seja uma boa ideia.
(...) fechando parênteses

Contudo, eu quero usar este espaço para você que é pai ou que tem ou teve um pai.
Para os momentos felizes eu digo para que aproveitem o almoço, a entrega de presentes e carinho.
Para os que hoje não tem o pai para abraçar, presentear e dizer EU TE AMO eu digo que ainda existe motivo para agradecer tudo, até mesmo a saudade, pois saudade só sentimos de quem deixou motivos para sentirmos saudade.

Criem lembranças desse dia e as leve para sempre com você!

mensagem para pai falecido

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

MUITAS VERDADES SÃO MENTIRAS

UMA MENTIRA CONTADA VÁRIAS VEZES SE TORNA VERDADE



Tudo é ficção? A verdade não existe? Tem coisa parecendo mais ficcional do que o Jornal Nacional, do que um livro de História do Brasil, do que uma biografia de celebridade? As pessoas ainda acreditam no que leem . Por isso, bato sempre nessa mesma tecla: tudo é mentira? Tudo? O tempo todo? Especialmente as coisas que querem nos convencer de qualquer jeito pra se afirmar verdades verdadeiras?
O questionamento é pertinente e a afirmação deste não deixa de ser verdadeira. Nossa história é marcada pela História, que passou pela mão de muitos, interpretação de vários, sofreu edição. E vocês, já pararam para pensar se aquela história da sua avó, que te contava histórias, é real ou ficção? Eu sei a verdade (ou não), mas independente da resposta correta, é interessante a gente pensar no poder das histórias.
Veja, eu não estou aqui para dissecar a “mentira na humanidade e suas aplicações psicológicas”. Apenas observo que ela, enquanto ficção, é utilizada por todos o tempo todo, para alguma finalidade conveniente, mas defendo que, se utilizada para uma narrativa de entretenimento, ela sempre pode ser saudável (ao contrário disso, se utilizada no dia a dia, confesso ser absurdamente contra).
A realidade é a nossa referência imutável. Os filósofos discutem sobre seu significado, mas confiamos no bom senso na maior parte do tempo. Não costumamos misturar nossos sonhos e desejos com as coisas do dia a dia ou da vida real, a não ser que estejamos afetados por delírios de febre ou alterados por álcool e outras drogas.
Existe a ficção. As histórias. Tudo que não faz parte da nossa referência imutável. Os mundos de “o que aconteceria se…” e “faz de conta” que existem lado a lado com o real, uma tecnica que utilizamos para experimentar uma ideia, por exemplo. Sabemos que a ficção tem suas utilidades e sabemos que não é real. E ponto final.
Dentro dessa linha de raciocínio, que artigos de jornal supostamente são factuais e informam fragmentos de realidade, geralmente recentes, com fatos, informações e detalhes circunstanciais. Que também são chamados de “histórias”.
Ao usarmos essa palavra, admitimos que é difícil encontrar um fato puro, que a produção de notícias sempre envolve seleção, escolha do que enfatizar, transformar alguns fatos crus em uma narrativa. 
Nosso mundo é sustentado por pilares, que nada mais são do que histórias, reais ou não. Histórias sobre nossas famílias e os relacionamentos; sobre os grupos a que pertencemos e o que os torna melhores do que outros; sobre a América ser a terra da liberdade, que tudo vai melhor com Coca-Cola e milhões de outras coisas. Esqueçam as histórias e tudo o que sobra são grandes, desajeitados e arbitrários “fatos” que não se encaixam nem valem nada. Não se pode fazer um mundo a partir deles. Então, somos todos viciados em histórias e tomamos nossas doses sempre que podemos.
Fato é que em algum lugar na guerra das ideias alguém já tem a arma suprema que sempre começa com "Era uma vez...". 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FELICIDADE = REALIDADE - EXPECTATIVAS

QUANDO O MUNDO PARECE INSUPORTAVELMENTE FELIZ

Nas redes sociais vemos pessoas positivas demais demonstrando uma disposição ultraotimista com relação ao mundo, me parece que o objetivo dessas pessoas é inspirar as outras, mas isso muitas vezes acaba surtindo efeito contrário. Algumas acabam se sentindo mal por não ser tão positiva, mais feliz, uma pessoa melhor, mais forte. Ficam olhando para a positividade das outras e se perguntam o que estão fazendo errado. Ficam pensando por que se sentem tão afetada pelo mundo e por que parece ser a única pessoa a ser tão profundamente afetada pela experiência humana. 
Talvez isso passe pela sua cabeça ao se deparar no seu facebook, por exemplo, com frases inspiradoras cheia de florzinhas e encharcada de promessas que você imagina que ninguém é capaz de cumprir. Talvez esteja cansada de pessoas tentando te inspirar para ter uma vida melhor, maior, mais feliz. Talvez desconfie que aquela felicidade é fake, que estão vendendo a pílula mágica da felicidade e se pergunte: mas por que eu tenho que ser tão feliz o tempo todo? Não posso só viver e pronto?
Bem, a chave central que vejo nas redes sociais não é o problema da falsa felicidade, dos estereótipos, da felicidade de fechada, mas de como nos sentimos em relação a ela.
Vidas "de fachada" sempre existiram, e sempre existirão. As máscaras estão aí para quem quiser ver, é só saber olhar bem. Relacionamentos falidos sob a fachada de amor eterno, pessoas amarguradas e feridas se mostrando como duronas, etc... E tudo isso não é certo, e deveria ser mudado, claro.
Mas o problema central (e pessoal de cada um) é como lidamos com isso.
Muitos se sentem inferiores e infelizes em grande parte por comparar suas vidas com a dos demais, e na maioria das vezes, com o que eles projetam de suas vidas (algo idealizado para parecer melhor do que é). Esta comparação é injusta, porque quando nos comparamos aos outros, comparamos o que realmente somos (ou achamos ser) com a imagem idealizada dos outros, que nem sempre mostra a verdade.
É preciso combater essa mania de fantasiar e enfeitar as coisas que somos ou fazemos, mas também de como nos sentimos em relação à como achamos que devíamos ser/estar (expectativas), e em relação aos outros (comparação).
Contudo, se há uma promessa que você pode fazer para si mesmo, que seja: eu não vou negar a minha experiência única como ser humano. 
Então exista, tropece, encontre a sua luz no fim do túnel, descubra as coisas sozinha, quebre a cara, cometa erros, temperamental ou triste, talvez contemplativa, resolva problemas com um copo de vinho, ou uma pizza, está tudo bem não saber, não ter respostas. Não há problema em sentir que o chão está sacudindo sob seus pés. Seja você mesmo. Seja verdadeiramente você. Largue a perspectiva daquilo que é ideal, parta da sua realidade hoje e sempre. Isso é liberdade e qualquer passo pra qualquer caminho deve partir sempre daí. 
Para entender porque propus essa promessa, antes precisamos definir resumidamente o que faz uma pessoa feliz. É uma formula simples:


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

ENTRE A ESPIRITUALIDADE E A RELIGIOSIDADE # VIVA SUA ESPIRITUALIDADE

UMA MENTE LIVRE DE CONDICIONAMENTO, PLENA.



Nossos condicionamentos nos dizem que há algo externo ou fora do presente que precisamos atingir para nos tornarmos plenos.
Quando sua vida é parte de seu meio ambiente - em outras palavras, quando você se volta a si mesmo, ao momento presente - então não há problemas. Quando você começa a divagar em torno do que está fora de você mesmo, então o ambiente a sua volta se torna mais complexo. A maior parte das pessoas vive imersa em ilusão, embaralhada com seus problemas, tentando resolvê-los. E a maneira de resolvê-los é tornar-se parte deles, ser um com eles. Essa dinâmica acontece em todos os âmbitos da vida inclusive no da fé.  
No nosso dia-a-dia ​estamos sempre em busca de um eu melhor. Buscamos nos aperfeiçoar, estudar, praticar esporte, trabalhar, ganhar mais dinheiro. Dificilmente estamos satisfeitos com o momento presente. Um dia, ouvimos falar, começamos a pensar sobre nossa espiritualidade e começamos a praticar algo para alcançá-la para viver essa busca, do mesmo jeito que buscamos outras coisas. Nesse mesmo modelo, as pessoas seguem os rituais religiosos como se fossem apenas fases para se cumprir socialmente, como se fosse etapas a cumprir pura e simplesmente do nascimento até a morte, como se isso bastasse espiritualmente falando. Essa é a maior confusão que assisto entre pessoas religiosas, muitos acabam confundindo religiosidade com espiritualidade e repassam isso de geração em geração. Muitos são os religiosos completamente perdidos em sua espiritualidade.
Sabemos que uma pessoa pode ser espiritual sem ser praticante de qualquer religião, pois a espiritualidade apesar de muitas vezes relacionada com a religião, mantém a sua independência como um fenômeno de visão individual porque está relacionada intimamente com o ser humano e com a sua consciência, sem dogmas, ritos e regras.
Quando sentimos a espiritualidade podemos perceber que ela está associada a nossa consciência, de se ouvir a nossa voz interior questionando tudo aquilo que nos rodeia; isso nos faz sentir em paz e se baseia em confiança e fé. É neste encontro de cada ser humano que se experimenta de fato a liberdade, vive-se no presente e encontra-se a força superior no nosso interior.
Então,  pra fechar, eu diria que a espiritualidade é o motor da mudança interior do ser humano e a religião é a forma de viver a nossa espiritualidade, sendo que podemos ter nossa vivência espiritual sem pertencer ou praticar qualquer religião.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

COMER É MAIS QUE UM HÁBITO

A COMIDA É REALMENTE O NOSSO COMBUSTÍVEL

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Infelizmente (ou felizmente) peso é relativo, dietas privativas baixam o ponteiro da balança mas o que você está perdendo é líquido e músculo, não gordura. A queima de gordura é um processo metabólico complexo, ela só é usada como fonte de energia numa situação de equilíbrio. 
Quando o corpo é privado de macronutrientes (vitaminas e minerais que são necessários para o nosso organismo em quantidades menores (de miligramas a microgramas), mas fundamentais porque contribuem para que o organismo funcione corretamente e se mantenha saudável). O resultado é inverso: o organismo desacelera seu metabolismo para estocar gordura como um mecanismo de defesa, porque seu corpo não sabe que você está se privando de comer, ele acha que você está numa ilha deserta sem comida e precisa ficar vivo!
Já sabemos que o gasto de energia com exercícios aeróbicos somado à musculação aumenta nossa massa muscular e acelera nosso metabolismo, principalmente devido à necessidade dos músculos de consumirem energia, ou seja, quanto mais tecido muscular você tem, mais energia (calorias) o seu corpo gasta, inclusive parado! Não tem essa de metabolismo lento (a menos que você tenha problemas hormonais ligados a isso), o metabolismo acelera de várias formas, principalmente quando você garante para o corpo que não vai faltar comida.
Dessa forma é uma boa ideia se divertir brincando de construir músculos e bancar a alquimista na cozinha (inclusive se você tem problemas hormonais metabólicos). Se interessar pelos alimentos e pelo seu organismo, malhar superando os seus limites físicos e psicológicos, beber água suficiente e comer direito, deixando bem claro pro seu corpinho que os dias de privação não são necessários e que ele pode se sentir livre pra gastar toda a energia que quiser.
Assim você poderá, finalmente olhar para a comida objetivamente, funcionalmente, como aquilo que te nutre e te dá energia e bem-estar para de fato viver comendo tranquilamente. Pois a comida realmente é NOSSO COMBUSTÍVEL. Cada mísero tecido do nosso corpo é feito disso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

PARA ALÉM DA COMIDA 



Não sei se vocês já perceberam mas comer virou um drama!
Acredita-se que para termos uma vida saudável e emagrecer, precisamos aderir à dieta. Socialmente, se tornou um consenso de que para melhorar a nossa saúde devemos fazer dieta, com ou sem prescrição do nutricionista. Atualmente, o termo é carregado de restrições, proibições, preconceitos e julgamentos acerca da alimentação. Temos dietas dos mais diversos tipos: gluten free, detox, dos pontos, da lua, do limão, etc. Cada uma com suas promessas de saúde e emagrecimento rápido. O que não se diz por aí é que elas foram criadas para não funcionarem a longo prazo, e o nosso cérebro programado a não gostar de dietas.
Quando nos submetemos à dieta, somos controlados e agimos passivamente em relação à comida. Somos comandados e manipulados a seguir algo programado. Algo que não corresponde ao que somos e sentimos. Não é incomum encontrar alguém que odeie ir ao nutricionista ou tenha pavor de “entrar na dieta”. Mexer na alimentação das pessoas é algo muito íntimo. Ninguém sabe o tamanho da fome de ninguém. Nem o profissional de saúde. Se dieta fosse boa, seríamos felizes e não haveria obesos no mundo. Em contrapartida, vemos inúmeras pessoas desenvolvendo ou agravando transtornos alimentares e continuando obesas.
Dieta não nos ouve, não nos ensina a comer, não nos conecta com o próprio corpo, não respeita nossa mente. Ela nos tortura, nos controla, nos traumatiza frente ao alimento (ou à falta dele). Além de nutrir o corpo, através do alimento também nutrimos a alma. Na teoria, aprendemos na faculdade ou através da mídia que dieta funciona. Na prática, não sabemos mais comer.
O que fazer, então? Como comer sem fazer dieta? Na verdade, dieta é tudo o que colocamos na boca para comer. Tudo. Independente do que for. Estamos de dieta desde que nascemos e estaremos até quando morrermos. O que vemos hoje com a palavra dieta é o terrorismo nutricional e demonização da comida. Não pode isso e não pode aquilo. Sim, podemos comer de tudo. Tudo mesmo.
É melhor a gente adotar uma linha de conduta mais adequada e mais humana: a alimentação consciente e intuitiva. Uma linha que traz uma alimentação flexível, livre de proibições, consciente e que respeita seu corpo e sua mente. Ligada a importância de se comer em resposta aos sinais de fome e saciedade, de se permitir comer incondicionalmente qualquer alimento, e assim melhorar a qualidade de vida. Inclusive, para quem deseja emagrecer. O processo é mais longo, porém pode ser definitivo. 
Porém há um porém!
As escolhas que você faz, dentro dessa ideia de alimentação consciente, se resumem a uma única questão...
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? 
Esse desejo verdadeiro te guiará pelo rumos certos. Desejos falsos nos levam para o rumo errado. 
A questão é que você pode ter fome de algo mais, além da comida, e prestar atenção nessas coisas será a melhor forma de perder peso. O importante é não fazer regime pois o caminho não é a privação, é encontrar satisfação em outras coisas além de comer.

Sugiro: Da próxima vez que você se dirigir a geladeira em  busca de algo para comer, faça uma pausa. Pense no que te levou a procurar comida. Se foi: Tenho fome e preciso comer ou estou tentando preencher um vazio e a comida é o jeito mais rápido de fazer isso.
Talvez, como resposta, tenha apenas uma ideia vaga, mas já é o suficiente para não responder automaticamente, sem pensar, ficando  a mercê do seu estresse, das suas perdas, das suas tristezas, das suas mágoas (lê-se raiva reprimida) etc etc etc.    

sábado, 1 de agosto de 2015

ABRAÇAR. ACEITAR. ACOLHER

AO INVÉS DE TRANSFORMAR AS HISTÓRIAS DOS OUTROS EM HISTÓRIAS NOSSAS, PODEMOS COMEÇAR A ABRAÇAR, ACEITAR E ACOLHER



Mesmo que tenhamos sucesso na tarefa de ouvir as outras pessoas com atenção plena, muitas vezes fracassamos no próximo passo: não tratar nossas vidas como um problema a ser resolvido.
Saiba que dizer o que a pessoa deveria ter feito ou o que você teria feito não são as únicas maneiras de interação com uma pessoa que acabou de se abrir. 
São apenas as maneiras mais comuns, mais rasas, mais egoístas de interagirmos com os relatos de outras pessoas.
É comum  pegarmos a história de outra pessoa e transforma-la em uma história... sobre nós, sobre nossa vida, sobre nossos valores, sobre nossos julgamentos, sobre nossas opiniões.
Do outro lado quase toda pergunta que alguém nos faz já traz em si a resposta desejada.
Muitas vezes, pedimos conselhos não para "saber o que devemos fazer", mas para validar as decisões que já tomamos — nem que essa decisão tenha sido tomada apenas em um nível ainda não consciente.
Todas as mensagem já vem dentro de um contexto pronto. Ao narrar uma história, escolhemos não só os fatos que vamos contar e os que vamos omitir, mas escolhemos também PARA QUEM vamos contar esses fatos.
Por todas essas nuances que há por trás da comunicação, a vida das outras pessoas não é um problema para resolvermos.
Por isso venho tentando sempre exercer uma postura de não-conhecimento e de não-opinião.
Mais importante do que determinar qual é a atitude "certa" que alguém deve tomar, mais importante do que encarar sua história como um problema a ser resolvido ou como um teste que tem uma resposta certa, lembrando sempre que não leio pensamentos e posso estar errado, minha atitude é simplesmente ajudá-lo a entender ou articular o que ele mesmo já decidiu ou está prestes a decidir.
Porque na verdade o verdadeiro conhecimento é mais do que a soma de todos os fatos.
Você vai continuar sem nunca saber ... 
"Como assim "não sabe?" Acabei de te contar a história toda!" . Alguém pode dizer.
Nesse ponto, a pessoa ostensivamente em busca do conselho pode se sentir tentada a empilhar detalhe em cima de detalhe sobre nós, até não podermos mais alegar "falta de conhecimento" para opinar.
O problema é que como já disse o somatório de todos os detalhes do universo não seria jamais suficiente para nos fornecer o conhecimento necessário para saber como outra pessoa se sente, para saber o que outra pessoa deveria fazer e o que vai no seu coração.
Nem todos os fatos do mundo seriam suficiente para me dar acesso à enormidade e à complexidade da experiência de meu amigo consigo mesmo, com seu trabalho, com suas coisas. 
Portanto só resta abraçar, aceitar, acolher.
A partir de uma postura de não-conhecimento e de não-opinião, eu de fato não tenho como dizer ao meu amigo o que deve fazer, mas isso não quer dizer que eu não posso ajudá-lo.
Decida ele o que decidir, posso continuar me dispondo a ouvi-lo, uma das principais maneiras de ajudar qualquer pessoa.
Sem nunca me colocar na posição de "guru-que-tudo-sabe", eu sempre posso...
Abraçar. Aceitar. Acolher.
Sempre que estivermos tentadas a subir no atraente pedestal do conhecimento, para assim distribuir sábios conselhos à pobre ralé lá debaixo, podemos apelar para um truque mental semelhante:
Listar nossas dúvidas, visualizar nossas lacunas, encarar nosso não-conhecimento sobre aquela questão.
Ao fazer isso mentalmente, vamos talvez minar nossa certeza do nosso conhecimento e na propriedade de nossos conselhos e, quem sabe, consigamos até ficar caladas.
Ao fazer isso verbalmente, vamos talvez ajudar nossa interlocutora a refletir sobre sua situação e a decidir o que fazer por si só — sem que sejam necessários nossos ó-tão-adequados conselhos.
E, de qualquer modo, mesmo que consigamos refrear nossos impulsos, será sempre uma vitória temporária: na próxima frase, na próxima interação, na próxima pessoa, no próximo pedido de conselho, zera tudo e começamos mais uma vez.
Teoricamente eu sei  e na prática venho tentando!