domingo, 8 de março de 2015

COMEMORANDO O DIA DA MULHER

PARA COMEMORAR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER ... UMA HOMENAGEM DIRIGIDA AOS HOMENS

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Hoje é o Dia Internacional da Mulher. A internet está cheia de homenagens, mas por aqui quase passou em branco. Digo quase, porque são mais de 23h e porque essa homenagem vem de uma mulher, mas é dirigida aos homens. Isso não é nenhuma tentativa de criar uma guerra dos sexos!
Pode parecer óbvio, mas tenho uma admiração inexplicável pelas criaturas do sexo masculino. E se você for um, poupe-me das interpretações sexuais porque esse é um outro capítulo da história. Meu interesse pelos homens transcende a libido e os fatores hormonais da existência. Eles são, na minha opinião, os seres mais fascinantes da natureza. E o jeito despreocupado com que levam a vida é uma daquelas coisas que me dá gosto de ver.
Homens acordam ainda mais bonitos quando estão despenteados, ficam prontos em menos de cinco minutos, conversam com a TV, continuam achando vídeo game a invenção do século mesmo quando já passaram da idade. E isso, para mim, é mais poético do que aquelas coisas caretas do amor. Porque eu gosto do simples. E o simples tem pelos nas pernas e faz xixi de pé, que é para dar menos trabalho.
Homens têm defeitos adoráveis, eu já disse algumas vezes. Se resolvem mandando um ao outro se f*#@# e depois dormem tranquilos. Porque “eu te amo” e “vai se f*#@#” têm o mesmo significado, para eles. É por isso que sempre acabam se abraçando, quando termina a pelada. O campo de futebol parece mais um purgatório das mazelas do dia. Os meninos têm o dom de chutar, suar e xingar todos os problemas durante dez minutos de jogo. Às vezes menos.
Também é deles a forma mais doce que existe de fingir não saber dançar, não entender de coração nem de cozinha. Estão, geralmente, se lixando para as nossas crises e preocupações com o futuro. 
Juntos eles conseguem que todas (está bem, nem todas) nós achemos normal uma cerveja que passou da conta e tantas outros absurdos praticados por eles que daria um texto enorme.
Mas o que há de mau? São coisas de homem.
Minhas amigas que me perdoem, mas as companhias de amizade mais divertida que tive foram de homens. Principalmente quando esquecem que você é mulher por perto e agem com toda a desenvoltura natural. Os apelidos contemplam o ponto fraco de cada um, porque brincar de leve não tem a mínima graça. Não tem drama, não tem dó e o céu é o limite. Ou o inferno, porque os assuntos costumam pender mais para esse caminho.
Humor de homem, pra mim, é o mesmo que misturar falta de noção e falta de piedade num mesmo comentário. É cruel. Homem é irônico até sem querer. E fica engraçado quando tenta poupar a gente disso. Porque mulher chora. Mulher não sabe devolver na mesma moeda e fica fazendo cara feia, pedindo atenção, sofrendo e querendo prolongar a raiva, só para ter razão. Deus me livre.
Digo isso, porque independente do que existe entre as minhas pernas, continuo achando a complexidade da mulher uma das coisas mais chatas do mundo! Incluindo ter mais um dia especial de mulher para comemorar... O Dia Internacional da Mulher! 
Por favor, não me levem a mal!



ROSANE

sexta-feira, 6 de março de 2015

AÇÃO MÍNIMA VIÁVEL

“MANTENHA AS COISAS SIMPLES, O COMPLEXO FALHA.”


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Já repararam que quando precisamos mudar alguma coisa em nossas vidas, costumamos mirar alto demais? Adicionamos aos nossos planos camadas de complexidade, na esperança de que toda essa confusa estrutura nos forneça um caminho mais detalhado até nosso objetivo, mas tudo isso só complica. Isso acontece comigo, quando observo uma coleção de instruções muito extensa ou detalhada, desanimo. São muitas peças para juntar, acabo desistindo e não fazendo nada.
É como ir à academia. Você chega lá no primeiro dia e só quer fazer seu exercício. Sua motivação foi suficiente para levar você até lá. Na cabeça, tudo está bem claro. É chegar, treinar e ir embora. 
Aí, um professor recebe a tarefa de mostrar os aparelhos e construir uma ficha de exercícios pra você seguir.
Quando vê, você já está encarando uma longa lista de exercícios, cada um com sua forma particular de execução. As máquinas possuem nomes, é preciso decorar o nome dos músculos, pessoas falam dos suplementos que precisam tomar. Quando vê, a simples vontade de perder a barriguinha se transforma num monstro difícil de interpretar.
Enquanto seu reservatório de motivação está cheio, você segue firme nos primeiros treinos, mas o dia em que acordar meio desmotivado, vai repassar tudo o que tem que fazer, cada exercício, aquecimento, alongamento, pré-treino, pós-treino, gente querendo aparecer, toda a atmosfera que envolve a academia, e quando vê, não sai nem da cama.
Muitas vezes nem renova o próximo mês.
Para alcançarmos mudanças substanciais em nossa vida, precisamos apostar na simplicidade e transformar essa pequena mudança num hábito, onde não precisamos gastar força de vontade para executar. A partir disso sim, podemos começar a entrar em camadas mais complexas. Se você reuni um conjunto de atividades simples e de fácil execução, possui, tecnicamente falando, um grande potencial de sucesso.
Então, sempre que quiser realizar algo, independente de quão complicado seja, faça uma simples pergunta a você mesma: Qual seria a menor ação que posso fazer para iniciar este hábito?
Por exemplo, você acha lindo e tem o sonho de correr uma maratona mas nunca correu na vida? Que tal só colocar o tênis e sair para caminhar? Qual seria um prato interessante, mas não muito trabalhoso? Mudar de carreira mas ainda não tem confiança? Comece um blog sobre o assunto.
Todo grande objetivo pode ser quebrado numa peça muito pequena, que sirva de impulso para alcançar algo maior. Entenda que existe o cenário grande, mas sempre procure a menor coisa que pode fazer para tornar essa transição a mais simples possível.
Então transforme o grande em pequeno, que não amedronte. Assim como o exemplo da academia, no inicio do texto, as coisas tendem a se complicar demais se deixarmos.
Estas são atitudes simples que facilitam a nossa vida e assim conseguimos realizar as atividades de forma cada vez mais eficiente. E você, quais dicas fazem parte do seu canivete suíço de hábitos? Como faz para deixar a vida mais simples?




ROSANE

quinta-feira, 5 de março de 2015

AOS NOSSOS GRANDES HERÓIS

PARA ALÉM DAS PALMADAS, CARÕES E CASTIGOS...

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Não é exagero não.
Não sei se todos os leitores vão pensar da mesma forma, mas eu há muito esqueci de me lembrar da importância dos meus pais na minha sobrevivência nesse mundão de meu Deus. Não a parte de me ajudar quando eu estava começando a formar família, nem na época que eles pagavam o meu colégio, antes ainda deles me levarem para a natação e estarem lá pra me buscar quando a aula acabasse.
Faz algum tempo que eu não penso no quão fundamental foi a presença dos meus pais quando eu era garota, pequena, criancinha, em tempos que eu não fazia mais que, sim, sobreviver. Acordava, ganhava ajuda deles e dormia.
Era isso, não era? Me alimentar, ir e vir, tomar banho e trocar de roupa. Se não fossem os meus pais, o que seria?
...olha, era muito mais que isso.
Tudo o "mais que isso" estava no ir e vir". Se não, renderia uma vida de escritas.
É engraçado porque é tão básico, tão elementar que acaba não fazendo parte dos nossos agradecimentos.
Esse poderia ser só mais um artigo falando de nossa dependência na infância, mas acabou que eu transformei essa publicação em um pequeno agradecimento.
Pena que às vezes as pessoas demoram pra dar conta do quanto nossos pais são importantes pra nós. Em todos os sentidos possíveis.
Pai, mãe, obrigado por me ajudarem, lá no comecinho, a sobreviver.
Sei não é fácil.


ROSANE

quarta-feira, 4 de março de 2015

VIVER ALÉM DAS IDENTIDADES

ACESSANDO A NATUREZA LIVRE


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O que vemos quando olhamos para esposas, namorados, amigos, filhos, pais...?
Vemos o pessoal 100 % conforme a identidade que apresenta na relação conosco, nem desconfiamos de que ele seja muito mais do que nos aparece, de que outros o ativem de outro modo, de que ele encarne diferentes risadas, olhares e gestos. Isso se evidencia quando o flagramos em outro mundo, reencontrando um amigo de infância, no trabalho... É como se fosse outra pessoa!
Nunca abraçamos alguém por inteiro. Se pensar bem, seu marido não é seu marido. Seu namorado nunca foi nem nunca será seu namorado: ele é um homem que está vivendo com você. Estar com essa pessoa livre, não apenas com suas identidades, é o melhor jeito de estar por inteiro com ela.
Conhecer o outro muitas vezes significa congelar o outro. Para realmente conhecer alguém, é preciso desconhecê-lo, relacionar-se com quem de fato ele é... Liberar o outro de quem ele é.
Impedimos que essa intimidade aconteça com os nossos, quando silenciosamente, sem saber, exigimos que eles encarne de novo e de novo o personagem com o qual estamos acostumados. Desejamos surpresas ao mesmo tempo em que as dificultamos. Ao controlar, tentamos garantir a estabilidade das relações, que não sejamos abandonados e que o outro não seja assim tão livre: “Mude, mas somente dentro das mudanças que eu espero.”
Saiba que conhecê-los é alimentar sua imprevisibilidade, descobrir não tanto quem a pessoa foi ou é, mas quem não é, quem pode ser.
Para tanto se disponham a estarem conscientes de que todas as posições sociais são nada mais que papéis que assumimos. Entender esse esquema é transcender o apego a essas construções sociais. Treinar e viver isso pode transformar nossa vida inteira.


ROSANE

terça-feira, 3 de março de 2015

"RECOMENDAÇÕES DE LEITURA"

LER  /   DESLER  

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Mesmo em um país de poucas pessoas leitoras como o nosso, o lobby da leitura é fortíssimo. Não lemos quase nada, mas colocamos a leitura no mesmo altar quase religioso onde já estão a atividade física e a comida saudável. Discordamos em tudo, mas concordamos que deveríamos estar todas lendo mais, malhando mais, comendo melhor.
As pessoas gastam fortunas em comidas saudáveis que não gostam, em academias que não frequentam, em livros que não leem, e depois se martirizam por fracassarem em seus projetos de serem pessoas mais lidas, mais saradas, mais saudáveis.
As pessoas que realmente querem ler leem o tempo todo. Estão lendo agora. Aproveitam cada cinco minutos no trem ou na fila do banco para ler mais duas pagininhas, como um fumante ansioso que aproveita qualquer oportunidade para ir fumar um cigarrinho lá fora.
As pessoas que dizem:
"Ah, eu queria tanto ler mais..." (ou fazer mais ginástica, ou comer mais vegetais, etc).
Não querem realmente ler mais...
Elas apenas acreditam sinceramente que essas atividades (ler, malhar, comer melhor, etc) são realmente boas e indispensáveis para a ideia que estão construindo de si mesmas, de pessoas cultas, saradas, saudáveis, e, por isso, desejam ardentemente querer fazer essas coisas.
Mas não querem. Porque, se quisessem, já estariam fazendo, não querendo fazer.
Seria melhor se ninguém tivesse essa ansiedade: ninguém precisa ler. Ler não é, por si só, bom. Ler é um passatempo como qualquer outro. Existem mil maneiras de aprender os fatos do mundo e de se tornar uma pessoa melhor sem passar pela leitura.
Se gostam de ler, leiam. Se não gostam, não se culpem.
Então, se alguém me perguntar por "recomendações de leitura", recomendo que não leiam nada.
Pergunto: quanto tempo em média passaria lendo um livro de, digamos, duzentas páginas? Oito, dez horas ao longo de quatro, cinco dias?
Então, economize o valor do livro, encontre um lugar tranquilo em sua casa e ocupe esse tempo fazendo alguma jardinagem do seu cérebro, alguma coisa que corresponda a podar galhos ou arrancar ervas daninhas.
Quantos preconceitos, falsidades, distorções, mentiras, estereótipos, lugares-comuns você não tem aí dentro?
Em vez de absorver mais e mais novas verdades, em um verdadeiro frenesi acumulativo cultural, coloque o excesso para fora.
Em vez de ler, des-leia. Em vez de aprender, desaprenda... o melhor a fazer diante de tantas verdades é produzir e criar as nossas próprias, através das nossas vivências, daquilo que é possível. Verdades prontas algumas vezes, é útil. Em outras, só atrapalha.


ROSANE

segunda-feira, 2 de março de 2015

TEMA TABU II

PENSE BEM ANTES  DE MORRER


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As pessoas mais felizes, as que vivem no presente e aproveitam cada minuto, são as que menos têm medo da morte.
As pessoas que mais escuto falar que têm medo da morte são sempre aquelas que mal vivem.
Quem viveu quarenta anos felizes, lindos e intensos não tem medo de morrer, pois sempre terá tido quarenta anos felizes, lindos e intensos.
Quem viveu setenta anos de freio puxado, eternamente adiando sua gratificação, sonhando sempre com um futuro que nunca chega, essa pessoa se pela de medo de morrer.
*Antes de irmos mais longe: muita gente confunde "ter medo de algo" com "não querer que algo aconteça", mas são coisas bem diferentes. Por exemplo, ninguém quer morrer em desastre de avião mas nem todo mundo tem medo de avião.
Eu não tenho medo de morrer. Minha vida é linda e vivida intensamente, nos meus termos, do meu jeito. E o futuro, bem, o futuro nos reserva a todos a velhice, que tem no seu fim a morte. Quem teve um bom passado e vive intensamente o presente não tem nenhum amor pelo futuro.
Quem tem mais medo de morrer são justamente aquelas pessoas que tiveram passados chatos e vivem presentes frustrantes, que depositam todas as suas esperanças em um futuro mágico, onde se mudarão para a casa dos sonhos, encontrarão o príncipe encantado, se aposentarão do trabalho chato ... e aí tudo ficará bem, todas as promessas se realizarão, o futuro... finalmente... acontecerá em toda a sua plenitude!
Para elas, morrer não é somente o fim de um presente feliz mas  a negação de todos os sonhos que fariam seu presente tedioso valer a pena.
A morte, se acontecer antes do futuro prometido que lhes daria sentido à vida, roubaria suas próprias vidas de sentido.
Daí, tanto medo de morrer.
Na nossa ausência, o mundo sempre continua igual, girando sem parar.
Existe nisso uma enorme alegria e um profundo alívio!


ROSANE

domingo, 1 de março de 2015

TEMA TABU I

MEUS SENTIMENTOS...

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Seria bom se falássemos mais sobre a morte, da sensação de injustiça com a qual a tratamos, como se ela não fosse naturalmente acontecer. Deveríamos falar mais do luto, da falta de rituais que nos ajudem a lidar com as passagens, com os fins e da necessidade de lembrarmos diariamente da morte: a nossa, a dos outros e a dos nossos momentos.
Então deixa eu  falar...
Sim, você vai morrer, vai acontecer. Porque aconteceu com uma porção de gente que eu conheço. Meu pai, minha avó, minha madrinha, os presidentes, os reis e papas. 
Meu pai morreu há pouco tempo de um AVC. Ele estava bem, bastante ativo, e vivendo normalmente. Foi de repente.
Parece que os que não estão doentes são eternos. É uma maluquice, mas vivemos como se a doença fosse um vírus que acaba com a vida que, até então, era eterna. Só pensamos no fim da vida quando recebemos o diagnóstico de que nossa morte ou a morte de alguém querido está próxima. Nossa mente tem um alcance temporal tão curto que, em geral, mal consegue raciocinar para além de vinte anos. Se a morte está para além de vinte anos, é como se ela nem existisse. Mas o fato é que não podemos sequer garantir que ela não chegue nos próximos vinte minutos! Por isso recomendo doses diárias de contemplação da morte. Passe a examinar o fato de que os seus dias e os do seu pai, da sua mãe, do seu irmão, do se marido, dos seus amigos, dos seus colegas de trabalho estão todos contados. São finitos. Acabarão. Sumirão do mapa. Puf!
Quando alguém tão próximo morre, fica intensamente escancarado que as pessoas morrem! E o fato de eu ter me ocupado dessas questões antes foi e tem sido muito útil. É óbvio que a morte dele foi uma experiência muito intensa e ainda hoje é. Entretanto, pude manter alguma estabilidade de mente, corpo e energia, e ajudar os que estavam ao meu redor. Lembre-se: estabilidade nada tem a ver com frieza e falta de amor; aliás, muito pelo contrário.
Por maior que seja a falta que eu sinta do meu pai agora; por maior que seja meu amor e carinho por ele, carrego o processo repentino da morte dele no meu coração. Foi como ter recebido um ensinamento muito elevado direto na corrente sanguínea, tal sua intensidade. Com suas várias virtudes e defeitos, meu pai me ensinou tantas outras coisas, mas este ensinamento final de sua morte tem tido o poder de tornar a minha vida mais leve e significativa, apesar da saudade que fica. Conscientemente, lembro-me de sua morte sempre que posso e olho para isso cada vez com mais vontade de aprender.  
A morte vista de frente tem o poder de implodir as “sujeirinhas” que alimentamos com alguém, as alucinações sobre relacionamentos, dinheiro, desentendimentos e demais “nhenhenhéns” da vida. Quando nos damos conta lá no mais profundo íntimo  de que vamos todos morrer, reorganizamos as nossas prioridades.
Resolvi conversar isso com vocês para lembrar que somos uns esquecidos. Que esquecemos de coisas realmente importantes que contribuem para a nossa verdadeira felicidade. Com a evidência dos fatos, aprendi que "tudo o que temos que fazer é nos lembrar". Quanto mais nos lembrarmos da morte, menos nos esqueceremos que não vale a pena investir energia em coisas estreitas. Mantendo uma visão mais ampla, nossa vida ganha sentido e cor, ainda que externamente continue tudo igual: você continua na mesma casa, com o mesmo marido, praticando a mesma rotina, mas, no fundo, está tudo diferente. Internamente, tudo muda.


ROSANE